Tecnologia

Apple deverá cortar em 10% a produção de três modelos de iPhone

Foto: REUTERS/Aly Song
Foto: REUTERS/Aly Song

A empresa da maçã deverá reduzir em cerca de 10% a produção de três modelos de iPhone no primeiro trimestre deste ano.

A Apple deverá cortar em cerca de 10% a produção de três modelos de iPhone neste primeiro trimestre do ano. A notícia está a ser avançada pela Nikkei Asian Review e citada pela Reuters.

No final de dezembro, a empresa liderada por Tim Cook terá pedido aos seus fornecedores para produzirem menos componentes, necessárias para iPhone XS, XS Max e XR. Em termos globais, a produção de smartphones da empresa fundada por Steve Jobs – quer estes modelos quer outros mais antigos – durante os três primeiros meses do ano, deverá oscilar entre os 40 e os 43 milhões de unidades. A anterior estimativa apontava para um intervalo entre os 47 e os 48 milhões de telefones.

Esta diminuição na produção pode ser um reflexo da diminuição da procura do mercado chinês (o maior mercado de smartphones do mundo) por estes equipamentos. A economia chinesa está a braços com um abrandamento do ritmo de crescimento devido, nomeadamente, às tensões comerciais entre Pequim e os Estados Unidos.

Apesar da tecnológica já ter colocado em curso uma revisão em baixa da produção de iPhone, a notícia só foi avançada esta quarta-feira, 9 de janeiro, cerca de uma semana depois de a Apple ter revelado que reviu em baixa as expectativas para as suas receitas para o primeiro trimestre fiscal, que correspondem neste caso aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2018. A empresa da maçã defende que as suas contas vão ser penalizadas pelo facto de as vendas de iPhone irem ser inferiores ao anteriormente estimado e à desaceleração da economia da China.

Tim Cook indicou na semana passada que nos três primeiros meses do novo ano fiscal a Apple espera encaixar 84 mil milhões de dólares. Este valor está abaixo dos entre os 89 mil milhões de dólares (78 mil milhões de euros) e os 93 mil milhões de dólares (82 mil milhões de euros) que tinham sido previstos anteriormente.

“Apesar de anteciparmos alguns desafios nos principais mercados emergentes, não fomos capazes de ver a magnitude da desaceleração económica, particularmente na China. A maior parte da nossa redução de receita esperada ocorreu na China em relação ao iPhone, Mac e iPad”, refere Tim Cook. A empresa deve publicar os resultados finais (correspondentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2018, mas que constituem o primeiro trimestre fiscal de 2019) no início de fevereiro.

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