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Apple perde liderança do mercado de smartphones

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Após o sucesso do iPhone 7 no último trimestre de 2016, a Apple não conseguiu manter-se no topo do mercado mundial, que até cresceu acima do esperado

Foi uma vitória de curta duração, o reinado da Apple no mercado mundial de smartphones no último trimestre de 2016. A fabricante do iPhone perdeu a liderança nos primeiros três meses de 2017 e cedeu o trono à Samsung, de acordo com os números que a IDC acaba de divulgar. Os dados da consultora indicam que a Apple vendeu 51,6 milhões de iPhones no primeiro trimestre do ano, conseguindo 14,9% de quota – abaixo dos 15,4% que tinha por esta altura no ano passado. Ainda assim, a marca obteve um ligeiro crescimento nas vendas, de 0,8%.

Os resultados oficiais da Apple só serão divulgados na próxima semana, mas já é claro que não foram suficientes para aguentar a marca no topo. De volta a número um está a Samsung, com 22,8% de quota e 79,2 milhões de smartphones vendidos, quase dois milhões mais que na época natalícia. Apesar disso, a IDC nota que a fabricante sul-coreana perdeu terreno, caindo um ponto percentual em termos de quota.

“A Samsung reconquistou o controlo como líder do mercado mundial de smartphones, apesar de um primeiro trimestre estagnado, com crescimento de 0%”, sublinha o relatório. Depois do desastre do Galaxy Note 7, cuja bateria defeituosa obrigou a uma recolha onerosa e ao cancelamento da produção, a marca procedeu a descontos vigorosos nos Galaxy S7 e S7 Edge. Foi isso que a ajudou a livrar-se do stock enquanto preparava o lançamento do S8, que já chegou depois do fim do trimestre. “A resposta positiva aos novos S8 e S8+ é promissora e pode finalmente fazer esquecer o fiasco do Note 7″, disse a consultora.

Pelo lado da Apple, o regresso à liderança foi sol de pouca dura. A fabricante norte-americana tinha recuperado a posição cimeira na crucial época natalícia, beneficiando da popularidade do iPhone 7 e iPhone 7 Plus e da crise na Samsung por causa do Note 7. No final do ano, a Apple liderava o mercado com 18,3% de quota e 78,3 milhões de iPhones vendidos. A Samsung estava em segundo, com 18,1% de quota e vendas de 77,5 milhões de smartphones.

Neste trimestre, as vendas de iPhones só foram suficientes para recuperar em relação ao mesmo período do ano passado, no qual tinha caído ligeiramente. “As fortes vendas do quarto trimestre continuaram no mês de janeiro, à medida que o iPhone 7 Plus voltou a estar disponível na maioria dos canais em várias regiões”, sublinha a IDC, referindo-se às dificuldades de manter o stock após uma procura mais forte que o esperado pelo iPhone de ecrã maior.

“Os rumores de uma edição especial de aniversário do iPhone continuam a crescer, com novo design, tamanho de ecrã e upgrades de desempenho a serem trabalhados para lançar no outono.”

Além das duas maiores fabricantes, o resto do mercado é todo ocupado por marcas chinesas. A Huawei destaca-se na terceira posição, com 34,2 milhões de unidades vendidas e 9,8% de quota. De seguida vêm marcas que nem sequer estão disponíveis na Europa, a Oppo e a vivo, ambas com crescimentos anuais superiores a 20%.

No total, foram vendidos 347,4 milhões de smartphones em todo o mundo, o que representa um crescimento de 4,3%, acima do que a IDC esperava. “O primeiro trimestre mostra que a indústria de smartphones não está morta e que ainda existe crescimento”, concluiu o vice presidente do relatório trimestral da IDC, Ryan Reith. O responsável afirma que 2016 foi um ano importante para a indústria, porque o crescimento caiu para um único dígito pela primeira vez. “No entanto, acreditamos que a indústria vai mostrar recuperação em 2017, e os fortes resultados do primeiro trimestre suportam este argumento.”

O grosso dos volumes será originário dos smartphones com preços mais baixos, mas é para os topos de gama que toda a gente está a olhar. Reith indica que os lançamentos do P10 pela Huawei e do S8 pela Samsung mostram que “a inovação ainda é possível.” Além disso, “é seguro dizer que a indústria está com grande expectativa sobre o que virá dos anúncios de iPhones este ano.”

 

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