Aprenda em português e sem pagar nada com esta plataforma

Nau é a primeira plataforma em Portugal que disponibiliza cursos gratuitos em massa para toda a lusofonia.

Uma formação sobre cibersegurança; um curso sobre uso seguro e responsável do medicamento; uma lição sobre os cuidados a ter com as notícias falsas. Estas são algumas das propostas disponíveis na plataforma portuguesa de educação Nau. A partir desta terça-feira com um novo site, esta solução quer promover a aprendizagem ao longo da vida de forma virtual e sem ter de pagar. Nem mesmo pelo certificado de participação, no final da formação.

Com mais de 76 mil utilizadores já registados, esta plataforma quer chegar a todos os países lusófonos e atrair parceiros privados, refere em entrevista ao Dinheiro Vivo o coordenador deste projeto, Nuno Feixa Rodrigues, da unidade de Computação Científica da Fundação para a Ciência e Tecnologia. O sistema português baseia-se no software aberto edX, que conta com 24 milhões de utilizadores em todo o mundo.

A Nau é uma plataforma que agrega cursos gratuitos online disponibilizados em massa, conhecidos como MOOC, na sigla original. Estes cursos "surgiram em 2012 e têm tido grande expressão nos Estados Unidos e no Reino Unido", recorda Feixa Rodrigues.

Em Portugal, estes sistemas começaram a ser utilizados, internamente, pelas universidades e politécnicos. Mas em abril de 2019 surgiu uma solução para "convergir todas as opções de ensino à distância", como a Nau.

Até agora, este sistema recebeu um investimento de 1,2 milhões de euros, provenientes de fundos públicos e com a comparticipação de fundos europeus. É graças a esses fundos que é possível fazer os cursos e obter certificação sem pagar. Também é com esse montante que é possível esta plataforma "suportar entre 100 e 200 mil utilizadores ao mesmo tempo, ao contrário do que acontece nos sistemas internos das universidades e politécnicos.

Conseguir suportar tantos alunos ao mesmo tempo foi essencial nos últimos seis meses, por conta da pandemia e do confimanento. "O número de utilizadores diários cresceu 10 a 20 vezes desde meados de março", reconhece o professor.

Para já, a plataforma nacional conta apenas com 15 entidades públicas como parceiras, como o Instituto de Emprego e Formação Profissional, o centro de formação para jornalistas Cenjor e também a Direção-Geral da Saúde. A prazo, a ideia é aumentar o número de parceiros, para 25, e começar a atrair privados, que nada têm de pagar para disponibilizar as formações online.

"O sistema precisa de maturar e estamos a chegar à fase em que temos de ter mais parceiros, mesmo de outros países onde se fala português e até com entidades privadas. Essas instituições têm de se envolver connosco e não o contrário, porque só assim é que podem promover os cursos da melhor maneira."

Acima de tudo, a Nau quer contribuir para que Portugal possa "dinaminizar o conhecimento e aumentar as qualificações da população" ao longo da vida.

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