Road 2 Web Summit

Aprender a definir o negócio em cinco palavras ou menos é o desafio do bootcamp

O primeiro Road2Web Summit  realizou-se em 2016, primeiro ano da Web Summit em Lisboa.
O primeiro Road2Web Summit realizou-se em 2016, primeiro ano da Web Summit em Lisboa.

Durante dois dias, 50 empreendedores treinaram estratégias de pitch no Centro Empresarial da Lionesa, em Matosinhos, no Road 2 Web Summit.

Faltam menos de duas semanas para a Web Summit, “a maior conferência de tecnologia do Mundo”. E é no Norte que se encontram “mais empreendedores tecnológicos”, calcula Catherine Lombarts, organizadora de eventos da aceleradora Beta-i. Em parceria com a Startup Portugal, realizaram, esta semana, com meia centena de startups do Norte, o Bootcamp Road 2 Web Summit.

O Centro Empresarial da Lionesa foi o local escolhido para a formação intensiva, bem a propósito, dias depois de ter lançado o projeto Reactor, que visa facilitar negócios entre empresas e startups.

“Também nós sentimos necessidade de estarmos mais perto das startups do Norte”, adiantou Maria Miguel Ferreira, diretora da Startup Portugal. Este mês, abriram escritório no Porto e promoveram o Road 2 Web Summit em Matosinhos. “Já não precisamos de estimular o empreendedorismo em Portugal. Temos de criar condições para o empreendedorismo”, defendeu.

Entre os empreendedores selecionados para a edição nortenha do Bootcamp, muitos sem qualquer experiência de pitch e até com dificuldades em apresentar a ideia ou empresa em cinco palavras ou menos, é notória a sensação de nervosismo crescente à medida que o dia se aproxima.

Ana Lindeza, Bia.pt

Ana Lindeza, Bia.pt

“Não sabemos muito bem o que vamos encontrar, por isso vamos todos [cinco pessoas], para cobrir mais terreno”, confidencia Ana Lindeza, administrativa da empresa do Fundão que se prepara para lançar a Bia.pt. Com os dois fundadores a residir na Holanda, foi Ana Lindeza quem se encarregou de comparecer ao treino. Ali aprendeu a explicar que se trata de “uma espécie de Amazon portuguesa”, com entregas em 48 horas de todo o tipo de produtos, exceto alimentares. Na Web Summit, procuram “oportunidades de divulgação do projeto, de parceiros para integrar a plataforma e conhecer pessoas”.

Tiago Azevedo, Soft4booking

Tiago Azevedo, Soft4booking

Mais do que um evento tecnológico, a Web Summit é uma porta aberta a contactos que podem valer mais do que dinheiro. Nem todos os empreendedores que vão à Web Summit procuram assediar investidores no elevador e convencê-los a investir milhões em apenas um minuto.

“Não estamos a precisar de capital”, surpreende Tiago Azevedo, diretor de marketing da Soft4Booking. A plataforma de gestão de reservas turísticas que integra todos os serviços, desde a marcação de alojamento à limpeza, passando pela emissão de faturas automáticas e o envio de vouchers, lançada há pouco mais de um ano, até já tem clientes e funciona em articulação com alguns dos maiores motores de reserva mundiais. Para crescer, a empresa “precisa de mais de parceiros, de preferência internacionais”.

Joel Sousa, Famel

Joel Sousa, Famel

A Famel não precisa de divulgação em Portugal. Mas convencer potenciais investidores que a icónica marca de motociclos pode renascer com um veículo para os tempos modernos é a missão de Joel Sousa. “Se o Fiat 500 e o VW carocha podem, a Famel também consegue”, sonha o jovem engenheiro mecânico. A apresentação do protótipo tem estado no segredo dos deuses, guardada para a Web Summit, onde o empreendedor aspira arrecadar cerca de três milhões de euros para, no melhor cenário possível, colocar o produto no mercado em 2018. “Tem sido complicado, já participei na Acredita Portugal e estive na Startup Braga e ainda não consegui encontrar o investidor certo”, lamenta o empreendedor que comprou a marca, em 2014, com apenas 27 anos. “Normalmente preferem investir em tecnológicas, onde conseguem retorno em dois meses”, acrescenta. Nesse aspeto, não faltarão oportunidades aos investidores que estarão na Web Summit.

Tiago Reis, Mater Dynamics

Tiago Reis, Mater Dynamics

A Mater Dynamics, uma startup nascida na UPTEC, já está no mercado com “nanotecnologia para rastreabilidade de embalagens alimentares através da temperatura, pressão e humidade”. O CEO, Tiago Reis, procura angariar 325 mil euros de investimento de série A para acrescentar a deteção de microorganismos ao produto. “O mercado vale 1,4 biliões de dólares e não há produto igual”, assegura.

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