Telecomunicações

Apritel reage à AdC. “Fidelização permite uma elevada mobilidade dos clientes”

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Apritel já reagiu às recomendações da Autoridade da Concorrência que propos ao Governo alterações à Lei das Comunicações eletrónicas.

A fidelização nas telecomunicações não só “não prejudica o nível elevado de concorrência” do sector, como “permite uma elevada mobilidade dos clientes”, a “acessibilidade universal dos consumidores” aos serviços, bem como “um elevado nível de investimento e inovação”, defende a Apritel reagindo à recomendação da Autoridade da Concorrência (AdC) de que o Governo alterasse a Lei das Comunicações Eletrónicas no que toca à política de fidelização para promover uma maior mobilidade dos clientes e concorrência no sector.

A associação que representa o sector das telecomunicações já pediu uma audiência à AdC, que abriu esta segunda-feira uma consulta pública.

“A fidelização não prejudica o nível elevado de concorrência: Portugal tem níveis de serviço elevados comparados com congéneres e dos preços mais baixos da Europa, com alta mobilidade. Até 2018 cerca de 4.6 milhões de números já tinham sido portados, com um crescimento de cerca de 2 vezes e meia face aos 1.9 milhões que existiam em 2011”, defende a Apritel.

A fidelização, diz ainda, “permite uma elevada mobilidade dos clientes, uma vez que a ausência de elevados custos de entrada no serviço e de mudança de operador, torna mais simples essa mudança”

A fidelização permitiu a “acessibilidade universal dos consumidores”, argumenta a Apritel, lembrando que “Portugal tem uma elevada cobertura e elevada penetração dos serviços fixos e móveis (Top 3 europeu), com taxas crescentes de consumo em todas as camadas socioeconómicas.”

A existência de fidelização permite ainda “um elevado nível de investimento e inovação”, defende a associação. “O rácio de investimento em Portugal é superior à média europeia e é sustentado ao longo dos anos. O sector das comunicações teve investimentos de cerca de 1.000 milhões de euros por ano, representando 2,3% do VAB nacional e representando cerca de 18.000 postos de trabalho em Portugal”, reforça a associação.

“As fidelizações existem na esmagadora maioria dos mercados dos países europeus, porque significam a oferta ou diluição dos custos de instalação e aquisição de produtos, ou a oferta de mais e melhores serviços”, lembra a Apritel. “O mercado disponibiliza ofertas sem período de fidelização que são de utilização residual por parte dos consumidores.”

 

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