Blockchain

Aptoide abre as portas ao blockchain e procura financiamento virtual

Paulo Trezentos e Álvaro Pinto, fundadores da Aptoide. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Paulo Trezentos e Álvaro Pinto, fundadores da Aptoide. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

Através da plataforma AppCoins, a loja portuguesa de aplicações quer gerar mais receitas para os developers

A Aptoide, a terceira maior loja do mundo de aplicações, com 200 milhões de utilizadores, decidiu abrir as portas ao blockchain (internet descentralizada). A empresa portuguesa criou a plataforma AppCoins, o primeiro protocolo blockchain aberto e distribuído que pode ser utilizado por todas as lojas de aplicações em qualquer sistema operativo. Para financiar a AppCoins, a empresa portuguesa vai procurar financiamento virtual durante a Web Summit, através de uma oferta inicial de moedas (ICO, na sigla original.

Através da plataforma AppCoins, os utilizadores da Aptoide poderão usar as moedas virtuais Ethereum como meio de pagamento para fazer compras na aplicação assim como desbloquear novas funcionalidades dentro de cada app. Também poderá haver transferências de AppCoins entre utilizadores.

Graças à tecnologia blockchain, este tipo de operações é feito em poucos segundos e sem intermediários. “Para developers, o modelo elimina todos os intermediários de pagamento e de publicidade, garantindo um maior retorno do investimento. Além disso, toda a informação é armazenada no blockchain, onde é criado um histórico reputacional dos developers nas diversas app stores. Esse histórico automatiza o processo de aprovação de apps e elimina a opacidade que existe no modelo atual, que varia entre app stores“, explica a empresa portuguesa em nota enviada às redações.

A empresa portuguesa diz que a AppCoins reduz para 15% os custos de intermediação para um developer, o que compara com uma média entre 40% e 70% nesta indústria, segundo Ren Tang, vice-presidente de produto da Aptoide.

Paulo Trezentos, CEO da Aptoide, diz que esta nova solução oferece “maior escolha e mais valor para os developers, proprietários de app stores e utilizadores. A AppCoins está configurada para mudar profundamente a atual economia das apps, oferecendo um ambiente radicalmente novo para distribuir e consumir apps em escala”.

Financiamento na Web Summit

Para arrancar com a AppCoins, a Aptoide vai lançar uma oferta inicial de moedas (ICO) entre 6 e 9 de novembro. A fase de pré-venda estará reservada a membros da comunidade Android e a outros grupos exclusivos. Depois, irá ocorrer a venda de moedas para todos. Com esta operação, a empresa espera angariar 28 milhões de dólares em troca de 12% do total de tokens (capital) da AppCoins.

Este modelo de abertura de capital permite que qualquer empresa ou startup obtenha milhões de euros de financiamento em poucos segundos graças ao recurso às criptomoedas. Só no segundo trimestre de 2017, os financiamento através de ICO chegaram aos 800 milhões de dólares (680,8 milhões de euros).

Todo o ecossistema de aplicações gera atualmente mais de 77 mil milhões de dólares por ano em receita bruta. O mercado de aplicações é hoje um dos mercados online que maior crescimento apresenta, prevendo-se que, até 2021, alcance mais de 6 mil milhões de utilizadores e gere uma receita de 6,3 biliões de dólares em receita até 2021.

(Notícia corrigida às 16h08: a Aptoide pretende obter 28 milhões de dólares com toda a oferta inicial de moedas e não apenas durante a fase de pré-venda, ao contrário do que foi escrito na primeira versão deste artigo)

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Lisboa. MÁRIO CRUZ/LUSA

Défice externo até julho agrava-se para 1633 milhões de euros

Lisboa. MÁRIO CRUZ/LUSA

Défice externo até julho agrava-se para 1633 milhões de euros

EDP. (REUTERS/Eloy Alonso)

Concorrência condena EDP Produção a multa de 48 milhões

Outros conteúdos GMG
Aptoide abre as portas ao blockchain e procura financiamento virtual