Ardian: Controlo da Ascendi é "estratégia de longo prazo"

Assessoria financeira do negócio ficou a cargo do Caixa BI e Santander, tendo a Cuatrecasas, Gonçalves Pereira tratado da assessoria jurídica

A Ardian avançou para a aquisição da segunda maior rede de autoestradas de Portugal tendo por base a sua "estratégia de longo prazo", sustentada na "especialização industrial", tendo já confirmado e saudado o negócio que hoje fechou com a Mota-Engil e o Novo Banco e que lhe dará "o controlo operacional" dos 850 quilómetros de vias rodoviárias que constituem a rede da Ascendi.

Citado no comunicado enviado pela empresa francesa, Mathias Burghardt, membro da Comissão Executiva da Ardian e responsável pela área da infraestruturas do grupo, recorda que a ligação à Ascendi surgiu inicialmente de uma parceria industrial e que foi "com base nesta relação e na estratégia de longo prazo da Ardian, sustentada na especialização industrial, que agora nos é oferecida oportunidade de assumir o controlo operacional da rede".

A Mota-Engil e o Novo Banco confirmaram ao início desta noite ter chegado a acordo com a francesa Ardian para a venda de grande parte dos ativos da Ascendi por um valor total de 600 milhões de euros. Na lista de ativos vendidos encontram-se as concessões das auto-estradas do Grande Porto e Grande Lisboa, entre muitos outros. De fora ficou a Lusoponte.

De acordo com o comunicado da Ardian, a assessoria financeira deste negócio esteve a cargo do Caixa BI e do Santander, tendo a Cuatrecasas, Gonçalves Pereira tratado da assessoria jurídica. A parte fiscal do negócio ficou com a PWC, tendo a assessoria técnica cabido à ALG e a parte dos seguros à Willis.

Ainda segundo a nota da empresa francesa, a "Ardian é uma sociedade independente de investimento privado com ativos de 55 mil milhões de dólares geridos ou aconselhados na Europa, América do Norte e Ásia", sendo detida "maioritariamente pelos seus trabalhadores".

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