aviação

As casinhas da KLM que ajudam a vender a classe executiva

Photo: KLM/ Floris Heuer
Photo: KLM/ Floris Heuer

Companhia aérea distribui anualmente 800 mil casinhas com gin holandês à classe business

São um surpreendente sucesso na Holanda. As casinhas de porcelana, que nos anos 50 a KLM lançou como brinde para os seus passageiros de classe executiva, ajudaram a vender bilhetes numa altura em que andar de avião ainda era para poucos. Agora, com o centésimo aniversário chegou a centésima casinha que, na cerimónia de aniversário da companhia aérea, teve um merecido destaque.

“Foram a razão para muitos holandeses, especialmente homens como eu, gastarem um pouco mais no bilhete de avião”, lembrou Wopke Hoekstr, ministro das Finanças holandês, que encerrou a cerimónia de aniversário que teve lugar no hangar 10 do aeroporto de Schipol em Amesterdão.

No palco com Peter Elbers, CEO, Wopke Hoekstr foi convidado a carregar num botão gigante que, como em qualquer programa de televisão com prémio, veio acompanhado de confetis e música. O botão deu acesso a uma caixa enorme que estava no chão à espera de ser aberta. E, lá dentro, aparecia então a esperada casinha a rodar numa vitrine.

A esta réplica faltava apenas o licor que é servido a bordo dos aviões. Porque é essa a função dela – servir genever, gin holandês, na chaminé, enquanto se faz homenagem à arquitectura dos Países-Baixos.

Foto: Ben Kortman/KLM

Foto: Ben Kortman/KLM

Para a centésima casinha, a KLM escolheu o Palácio Huis ten Bosch, uma das quatro residências oficiais da Família Real Holandesa, em Haia. “Para mim, o Palácio Hus ten Bosch simboliza a ligação especial entre a KLM e a Holanda e o facto de termos ganho o apelido real nos últimos 100 anos. É, daqui para a frente, ponto de orgulho e honra que a nossa 100ª casinha seja a réplica deste edifício especial”, disse Pieter Elbers, CEO da KLM.

Apesar de terem nascido na década de 50, a KLM acelerou o ritmo de divulgações para poder acertar o número de casinhas com o número de anos da companhia. Para esta cerimónia, a transportadora levou clientes Business e colecionadores destas peças de porcelana.

As casinhas chegaram a custar à KLM um processo em tribunal, acusada de concorrência desleal e de violar uma regra que ditava que apenas podiam ser oferecidos presentes de valor máximo de 75 cêntimos. A companhia defendeu-se ao dizer que pode servir bebidas da forma que quiser. E, como as regras não especificam o tipo de copo que deve ser utilizado, ganhou o processo.

Hoje em dia distribuem-se mais de 800 mil casinhas anualmente.

* Em Amesterdão, a convite da KLM

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