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As cinco grandes novidades da entrevista ao líder da Google Portugal

Bernardo Correia | Google Portugal
Foto: Orlando Almeida / Global Imagens

Bernardo Correia fala dos programas de formação em Portugal e também responde ao Bloco de Esquerda.

A Google tem um impacto direto de 2,5 mil milhões de euros na economia portuguesa e numa base anual, concluiu um estudo da consultora BCG. O Dinheiro Vivo / Insider esteve à conversa com Bernardo Correia, diretor-geral da Google em Portugal, sobre este e outros temas – a entrevista completa pode ser lida aqui.

Mas o impacto económico da gigante norte-americana não foi o único tema abordado. Em baixo encontra aquelas que são as principais novidades partilhadas por Bernardo Correia relativamente ao mercado português.

Programa de formação em Android apresentado esta semana

“Na semana que vem [entrevista feita a 22 de fevereiro] vai ser feito um anúncio mais completo sobre esse programa”, adiantou Bernardo Correia.

Como a Insider revelou em primeira mão, a Google decidiu expandir o seu programa de treino de programadores Android em Portugal para um total de três mil participantes, três vezes mais do que os mil anunciados originalmente.

“Isso implicou termos algum trabalho logístico de como vamos chegar a esses três mil e na semana que vem vamos dar mais detalhes sobre como esse programa vai ser operacionalizado”, acrescentou o responsável da Google Portugal.

Atelier Digital já formou 50 mil portugueses

O número de portugueses que têm recorrido à plataforma de ensino online da Google para aprender noções básicas de competências digitais continua a aumentar.

“Até ao final de fevereiro vamos ter 50 mil pessoas já formadas em skills e competências digitais em Portugal com os nossos parceiros do Ministério da Ciência e do Ensino Superior”, referiu Bernardo Correia.

O valor mais recente tinha sido anunciado em novembro de 2018 e era de 47 mil pessoas.

Google responde à proposta do Bloco de Esquerda

O partido Bloco de Esquerda propôs a criação do ‘imposto Google’, uma taxa que seria aplicada aos chamados gigantes da internet e cujo valor, que o BE estima em 60 milhões de euros, serviria para financiar um fundo de apoio à imprensa.

Confrontado com esta proposta, Bernardo Correia respondeu: “Nós temos uma perspetiva muito clara sobre isto. Pagamos todos os impostos que devemos em todos os países onde operamos”, começou por dizer.

“Se qualquer país mudar a lei e quiser que nós paguemos mais impostos, nós obviamente respeitamos a lei em todos os países que operamos e pagamos os impostos que nos pedirem para pagar”.

O responsável da Google Portugal admite que “é preciso uma reforma tributária a nível internacional”, mas defende que essa reforma seja feita ao nível da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

“Vamos esperar que essa negociação a nível global seja feita, mas a nossa posição é que essa reforma seja feita rapidamente para que o sistema tributário global seja justo para todos”.

Google Portugal não influenciou youtubers na campanha contra Artigo 13

Primeiro foi um vídeo do youtuber Paulo Borges a ‘incendiar’ a internet portuguesa. Mais tarde surgiu uma campanha organizada e mais musculada contra o Artigo 13. Mas Bernardo Correia garante que a empresa em Portugal não teve influência nestes movimentos.

“É público que houve uma carta da nossa CEO do YouTube aos criadores de conteúdos. Mas todo o movimento que tem acontecido de youtubers é maioritariamente orgânico, ou seja, a própria comunidade de youtubers percebeu que este era um tema que podia afetá-los e movimentou-se organicamente no sentido de tentar entender como é que aquele texto podia ser concertado para as suas próprias necessidades e interesses”.

Turismo e comércio eletrónico são prioridades

A Google Portugal tem como grandes prioridades para o mercado português apostar nas áreas de turismo e comércio eletrónico – tema sobre o qual pode ler mais aqui.

“Há Google e YouTube em todo o mundo, e assim podemos dar a conhecer Portugal ao resto do mundo e trazer esses turistas para cá – eles têm impacto económico direto na compra e aquisição de produtos e serviços portugueses.” O responsável puxa depois dos galões e considera que “nenhuma outra empresa tem feito mais para desenvolver o ecossistema digital em Portugal do que a Google”, sublinhou o porta-voz da tecnológica no mercado português.

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