As grandes tecnológicas são a maior ameaça para os bancos - AFIP

A maior ameaça para a banca não vem das empresas Fintech mas das grandes tecnológicas mundiais, sobretudo norte-americanas e chinesas,

A maior ameaça para a banca não vem das empresas fintech mas das grandes tecnológicas mundiais, sobretudo norte-americanas e chinesas, que dispõem de milhões de clientes e enormes recursos tecnológicos e financeiros, disse Luís Miguel Vieira, administrador-executivo da AFIP-Fintech e InsurTech.

É o caso das grandes empresas norte-americanas Facebook, que tem 2.070 milhões de clientes e da Apple, 588 milhões de clientes e da Microsoft, que chega a 1.500 clientes e é dona do Skype, bem como a Google e a Amazon. Na China, a ameaça vem da Alibaba, com 488 milhões de clientes.

"A grande ameaça à indústria bancária não está nas Fintech. Está nas Big Techs, que têm recursos dos clientes, recursos humanos, tecnológicos e recursos de capital quase sem fundo", disse numa apresentação na Conferência Money Conference, do Dinheiro Vivo e da EY, sobre 'Fintech - O Futuro do Dinheiro', que está a decorrer esta quinta-feira em Lisboa.

Para o responsável da associação que representa as fintech portuguesas, outra grande ameaça são os grandes retalhistas mundiais, como a Walmart, que já atuam na área de cartões e pagamentos e têm uma gigante base de clientes.

Também os operadores de telecomunicações são outra ameaça, já que alguns estão a lançar projetos no setor, como é o caso da Orange e do Orange Bank, em França, e da Altice que pretende lançar um banco.

O mesmo responsável admitiu que "claro que há companhias fintech" que são uma ameaça aos bancos, como a Monzo, em Inglaterra, com 400 mil clientes, a N26, na Alemanha, com 500 mil clientes e a Revolut que conta já com um milhão de clientes.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de