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“As vendas da Super Bock estão a cair”

Ministro tenta captar investimento
Ministro tenta captar investimento

Na Dinamarca, a Carlsberg admite que em 2012 as condições de negócio poderão ser as piores imagináveis para a cervejeira. Em Portugal, Pires de Lima concorda que as vendas de cerveja irão cair no próximo ano.

António Pires de Lima admite que, em Portugal, a Carlsberg tem um “presença pequena”. Assim, a queda das vendas não é sentida como acontece com as vendas da cerveja líder.

Mas o CEO da Unicer, empresa que distribui a Carlsberg em Portugal, admite que as condições do mercado estão a piorar. “As vendas da Super Bock estão a cair”, seguindo a tendência do mercado.

Para este ano, Pires de Lima prevê que o mercado caia 6 a 7%. Já para 2012, o empresário admite que o mercado pode ter uma queda na ordem dos dois dígitos. “Não me espantaria se o consumo caísse 10%”. O líder da Unicer destaca ainda o “consumo fora de casa” como aquele que apresentará piores resultados.

Mas apesar da diminuição do consumo, Pires de Lima assegura que a Super Bock deverá cair menos que o mercado. Com efeito, segundo o CEO da empresa líder do mercado das cervejas, “a Super Bock está a aumentar a sua quota de mercado”.

Para superar a queda no consumo, Pires de Lima diz que a solução passa por “crescer fora de Portugal”. Segundo o empresário, tem sido “o mercado fora de Portugal a compensar as perdas”.

Pires de Lima admite que a Unicer tem tentado gerir os custos de forma “ágil e ligeira”, mas é o mercado externo que tem resolvido os problemas.

No mercado externo, para onde a Super Bock começou a vender há dez anos, Pires de Lima diz que o ano vai acabar com o consumo a crescer. Segundo o responsável da Super Bock, a cerveja “vende bem na Guiné, Reino Unido, Suíça, Luxemburgo”, entre outros mercados.

O especial destaque nos mercados externos da Super Bock vai para Angola, país onde Pira de Lima avança que a Unicer vendeu “cerca de 130 milhões de litros de cerveja” este ano.

Em declarações ao Dinheiro Vivo, António Pires de Lima, afirma não prever ter que cortar nos salários dos trabalhadores da Unicer. Assim, para o CEO da Unicer, “o futuro das empresas passa pela competitividade”. Para superar a crise do consumo de cerveja, a solução é só uma: “O crescimento passa por vender fora de Portugal”.

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