Assis Ferreira deixa liderança da Estoril-Sol ao fim de 28 anos

Mário Assis Ferreira
Mário Assis Ferreira

Após 28 anos de casinos, Mário de Assis Ferreira deixou de exercer funções executivas na Estoril-Sol, empresa que gere os casinos do Estoril e de Lisboa. Segundo a carta enviada pelo gestor aos trabalhadores da empresa no passado dia 30 de dezembro, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, o presidente da Estoril-Sol deixou a gestão executiva da empresa a 1 de janeiro.

“Por razões de coerência e de foro pessoal, senti ser meu dever, há vários meses, solicitar aos acionistas do grupo Estoril-Sol que, a partir de 1 de janeiro de 2013, me libertassem do exercício e responsabilidade de todas as funções executivas que, até à data, tenho exercido, pedido esse que, entretanto, já foi pelos acionistas aceite”, adianta a referida carta.

A substituição de Assis Ferreira foi temporariamente assegurada pelos restantes membros do conselho de administração, sendo que já está marcada para 4 de fevereiro uma assembleia geral para eleição dos novos corpos sociais.

O mandato de Mário de Assis Ferreira terminou no final do ano passado, sendo que, segundo a carta enviada aos trabalhadores é dito: “Manter-me-ei, pelo menos até ao final do atual mandato, como presidente não executivo da Estoril-Sol e, neste novo contexto farei tudo o que estiver ao meu alcance não apenas para ajudar e apoiar, com o que recolhi dos meus 28 anos de experiência na Estoril-Sol, o novo comité executivo de seis atuais administradores, bem como a cada um deles, assegurar uma plena e construtiva transferência de todas as matérias cuja gestão esteve até à data sob a minha direta responsabilidade”.

Contactado, Mário Assis Ferreira encontrava-se indisponível, mas o gestor fala, nesta carta, de “um novo ciclo na vida da empresa” provocado pela necessidade de corte de custos. “Independentemente de qual seja a sensibilidade que perfilho sobre as medidas já adoptadas ou que venham a adoptar-se, a verdade é que, no presente contexto, estas ou outras soluções de similar austeridade sempre seriam indispensáveis para assegurar a viabilidade e o futuro da empresa”, adianta Assis Ferreira.

Em recente entrevista ao Dinheiro Vivo, o presidente da Estoril-Sol falou sobre os graves problemas financeiros dos casinos, da inevitabilidade de um processo contra o Governo com o objetivo de tentar repor o equilíbrio económico das concessões. Questionado sobre se manteria disponibilidade para ficar na Estoril-Sol caso se alterasse o modelo de negócio que permite, entre outras coisas, conjugar jogo com cultura e entretenimento, o gestor preferiu não responder diretamente: “Sou um homem coerente e que acredita nas ideias que defendeu”.

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