Ataque informático mundial afeta empresas portuguesas (act.)

Vírus entra no computador e encripta os ficheiros e atacou várias empresas. EDP já cortou acessos internet na sua rede e Galp reforçou vigilância

Um ataque informático está a afetar empresas portuguesas e espanholas nos últimos dias. Um ataque que tem ocorrido nos últimos dias mas que se intensificou esta sexta-feira. O ataque terá um alcance global.

A PT é uma das empresas afetadas em Portugal, com alguns trabalhadores a receber ordem para desligar o computador, mas não é a única. KPMG e EDP também estarão a reagir à ameaça de vírus, segundo apurou o Dinheiro Vivo. As empresas já negaram que o ataque tenha tido qualquer repercussão ou impacto nos seus serviços.

Contactada pelo DV, a dona do Meo referiu que detetou um "ataque informático a nível internacional, com impacto em vários países, nomeadamente Portugal, afetando diferentes empresas de vários setores". E acrescentou: "Na PT, todas as equipas técnicas estão a assumir as diligências necessárias para resolver a situação, tendo sido ativados todos os planos de segurança desenhados para o efeito, em colaboração com as autoridades competentes. A rede e os serviços de comunicações fixas, móvel, internet e tv prestados pelo MEO não foram afetados."

Já fonte oficial da EDP apontou que "tendo conhecimento do ataque massivo que está a acontecer nas organizações na Península Ibérica, a EDP, em coordenação com outras entidades, em concreto com a Polícia Judiciária e o cert.pt, decidiu cortar os acessos internet na sua rede, como medida preventiva, não tendo ainda registo de incidentes no parque informático da sua organização".

Já fonte oficial da petrolífera Galp, apontou ao Dinheiro Vivo estar "atenta e a monitorizar a situação desde o final da manhã, tendo reforçado as medidas de prevenção e segurança" dos seus sistemas. A Vodafone, que foi uma das empresas referidas, já veio negar, contactada pelo DV, ter sido vítima do ataque informático, quer em Portugal quer em Espanha. Também a NOS não foi objeto de qualquer ataque.

A KPMG, por seu turno, também apontada como um dos supostos alvos do ataque, já emitiu um comunicado a dar conta que está "a operar de forma normal, não tendo sofrido qualquer ataque informático durante o dia de hoje".

"Informamos ainda que a KPMG como certamente a generalidade das empresas na Península Ibérica alertou os seus colaboradores para que todos estejam atentos ao comportamento das suas máquinas, verificando entre outros que têm o antivírus actualizado", acrescentou a empresa.

Em Espanha estão a ser afetadas empresas como a Telefónica. Os meios digitais no Reino Unido dão conta de que vários hospitais do país foram afetados por este ramsomware.

Segundo o DN, a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária já está a investigar o ataque informático em conjunto com o Centro Nacional de Cibersegurança.

As empresas estão a receber alertas para um software malicioso que tenta entrar nos computadores para encriptar os ficheiros, mostrando depois uma mensagem a exigir um resgate em bitcoins para libertar os documentos daquele computador.

O ataque leva a que apareça um ecrã azul no computador e só atinge o sistema operativo da Microsoft, o Windows, e pode infectar os computadores que estão ligados na mesma rede.

O ataque afecta computadores com Microsoft Windows Vista SP2, Windows Server 2008 SP2 e R2 SP1, Windows 7, Windows 8.1, Windows RT 8.1, Windows Server 2012 e R2, Windows 10 e Windows Server 2016.

Peça atualizada às 18h15, com posição oficial da EDP, Galp, PT, KPMG, entre outras.

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