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Atraso no licenciamento atira para 2021 centro DHL no aeroporto de Lisboa

DHL nova frota

Novo pedido com alterações exigidas pela CML espera luz verde de Medina. Em causa está um investimento de 40 milhões.

A DHL Express fez as contas. A construção do novo centro logístico no aeroporto da Portela já vai com 10 meses de atraso por falta de licenciamento da Câmara Municipal de Lisboa (CML). Um atraso com impacto na operação a Sul da empresa e que “contribui para o sério risco” de tornar um investimento de 40 milhões de euros “numa oportunidade perdida”. A DHL Express já aponta a entrada em funcionamento em pleno para o segundo trimestre de 2021. Um ano depois do prazo previsto. A CML tem um segundo pedido de licenciamento “em análise”.

“Quando o projeto foi submetido, em outubro de 2018, a DHL Express tinha a perspetiva de iniciar a construção em janeiro de 2019. Com os atuais 10 meses de atraso face a esse planeamento, mesmo que o licenciamento fosse conseguido neste ano, ter-se-ia de considerar cerca de 18 meses para a movimentação de terras, construção e instalação dos equipamentos, pelo que o funcionamento pleno só seria possível para o segundo trimestre de 2021”, afirma José Reis.

O diretor-geral da DHL Express Portugal assegura que a empresa “já investiu um valor muito significativo neste projeto” e que “o atraso na resposta camarária, para além dos efeitos negativos que produz no tecido empresarial português, contribui para o sério risco de tornar um investimento de 40 milhões de euros na economia portuguesa, numa oportunidade perdida”.

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O novo terminal no aeroporto da Portela iria permitir quadruplicar a capacidade de processamento de encomendas para 6.500 peças/hora, permitindo antecipar o horário de entrega dos envios de importação e alargar os envios de exportação. Uma aposta que assentava numa perspetiva de subida do volume de encomendas a Sul na ordem dos 20% ao ano.

Com o atraso na construção e o aumento em cerca de 11% dos envios manuseados na zona Sul, a DHL Express teve de “avançar com soluções de recurso”. “Vimo-nos obrigados a fazer um investimento numas instalações provisórias, na Póvoa de Santa Iria, para onde transitamos a operação em junho, para conseguir continuar a desenvolver a nossa atividade e comportar o aumento de volume que estamos a ter”, lamenta.

José Reis lembra o impacto que o investimento de 5 milhões de euros feito há sete anos no terminal de carga aérea do Porto teve na operação a Norte. Com 12 mil metros quadrados, o centro manuseia mais de 8 mil envios/dia. Resultado? “Desde então já crescemos mais de 160% em volumes e peso manuseados, acompanhando as necessidades dos clientes do Norte do país.” E o responsável quer replicar o mesmo efeito a Sul. “Em Lisboa necessitamos urgentemente de instalações com características idênticas em termos de localização e automação, para podermos oferecer as mesmas respostas e acompanhar o crescimento das empresas exportadoras do Sul do país.”

O atraso no Terminal da Portela da DHL Express também está a impactar no projeto de mobilidade elétrica da transportadora.“Na zona de Lisboa estamos a falar de 40 viaturas numa primeira fase. O novo terminal terá infraestrutura capaz de garantir o carregamento das viaturas de forma adequada”.

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