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Atrasos nos pagamentos em Portugal acima da média europeia

Setor dos transportes foi um dos que registou maior número de insolvências

Setor público dos Transportes em Portugal é o mais penalizado com os atrasos.

A maior parte (80%) das empresas dos setores da Indústria, Comércio Grossista e Retalho e Transportes e Logística em Portugal são convidadas a aceitar condições de pagamento mais longas do que seria razoável. O valor, superior à média europeia (59%), faz parte do Industry White Paper 2018, um estudo da Intrum que revela que todas as indústrias são afetadas por estes atrasos.

As causas mais frequentes apontadas pelas empresas europeias para os atrasos de pagamento são dificuldades financeiras e o atraso intencional.

Em Portugal, o setor do Comércio Grossista e Retalho revela que são os problemas financeiros a principal causa de atraso de pagamentos dos seus clientes. A medida mas comum tomada neste setor quando as empresas são questionadas a aceitar prazos de pagamento mais longos é a oferta de planos de pagamento – mais de metade (52%) das empresas portuguesas oferece esta opção aos seus clientes, valor superior à média europeia com 31%.

Na Indústria, são também os problemas financeiros a principal razão. Este setor destaca-se pelo facto de 76% das empresas portuguesas inquiridas referir nunca ter enviado as faturas pendentes para uma empresa de recuperação de crédito e cobranças, valor mais elevado do que a média europeia que apresenta 48%.

O setor dos Transportes e Logística tem sido muito afetado com os atrasos de pagamento, uma vez que, em média os consumidores têm um prazo de pagamento de 25 dias e só pagam após 41 dias. As empresas negoceiam o pagamento a 49 dias, mas pagam após 65. No setor público, os atrasos são ainda maiores uma vez que o prazo se fixa nos 50 dias e o pagamento só é realizado, em média, após 76 dias.

“Apesar de algumas empresas estarem a melhorar a sua capacidade de lidar com esta prática, as consequências dos atrasos nos pagamentos continuam a ser um problema”, afirma Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum. “Em 2018 ainda temos cerca de 20% das empresas a afirmar que o pagamento mais rápido de devedores permitiria contratar mais funcionários. Uma situação que invalida a criação de mais emprego”, acrescenta.

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