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Audiências. Portuguesa Marktest aponta o arco da Yumi ao Oriente

José Manuel Oliveira, CEO da Marktest.
José Manuel Oliveira, CEO da Marktest.

Empresa quer entrar em novos mercados e avança com novo sistema integrado de análise de audiências

Yumi. O nome significa o arco e flecha dos samurais e é com esta “arma tecnológica” que a portuguesa Marktest se prepara para entrar no mercado japonês. É a plataforma “que vai mudar a forma como se faz análise de audiências”, garante José Manuel Oliveira, CEO da Marktest. Egipto e Portugal são outros dos mercados onde a empresa vai começar a comercializar este sistema de análise de audiências, dados que depois ajudam os anunciantes a decidir investimentos publicitários.

A Yumi é “a forma mais simples de fazer uma análise de meios. Mede televisão, rádio, digital de forma integrada e cruzada”, descreve José Manuel Oliveira. O software da Markdata, empresa detida pela Marktest, integra “numa só plataforma todas as audiências de todas as plataformas de media, permitindo assim fazer todo o cruzamento possível: rádio com televisão, digital com rádio… o que quisermos”. Mas não só. A Yumi - cujo nome também significa Your Unique Media Intelligence Solution – “incorpora bases de dados de outros países, por isso, se quisermos perceber a audiência de um canal de televisão num comparativo de países, iremos conseguir”, diz o CEO da Marktest.

José Manuel Oliveira mostra-se confiante no potencial desta plataforma face a outros sistemas de análise. “Desenvolvemos software desde 1982 e posso assegurar que a Yumi não só fará a diferença, como marca uma nova fase na análise de audiências: nós fornecemos os dados e quem os tem de ler e estudar terá mais tempo para o fazer. Tal como os smartphones marcaram a forma como olhamos a comunicação móvel, a Yumi marca uma nova era”, diz entusiasmado.

A Yumi vai ser a porta de entrada da Marktest em novos mercados. Neste momento, a Markdata já opera em 28 países na Europa, África, América Latina e Estados Unidos, mas há planos de expansão para novas geografias. “É com esta tecnologia que vamos já entrar em novos mercados internacionais, como no Egipto. Depois de estabelecidos na Índia [desde 2014 que o software de medição de audiências de TV da Markdata começou a ser usado neste mercado] temos muito interesse no mercado MENA (Médio Oriente e Norte de África)”, diz José Manuel Oliveira. Nesta região, também estão presentes no Paquistão.

Uma expansão que não passa necessariamente pela abertura de novos escritórios. “Até à data, a maior parte dos serviços fornecidos é gerida desde Lisboa. Temos escritórios em Madrid e Mumbai, os quais também podem ser dinamizados para suportar outras operações se for necessário”, diz o CEO da Marktest. “Não obstante, não pomos de parte a hipótese de abrir outros escritórios caso venha a verificar-se ser necessário”, admite. Este sistema de research e business intelligence também “está a ser lançado neste momento em Portugal”, acrescenta.

“A prioridade será analisar as necessidades caso a caso, fornecer a solução mais personalizada possível e só depois conseguiremos quantificar o volume de negócio”, diz José Manuel Oliveira, quando questionado sobre o impacto desta nova oferta no volume de negócios da empresa, sem revelar valores.

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