Greve na Autoeuropa

Autoeuropa. “A produção está completamente parada”

Fotografia: João Girão/Global Imagens
Fotografia: João Girão/Global Imagens

O turno da manhã deveria ter entrado em funções às 07h30. Sindicatos apontam para centenas de trabalhadores à entrada da fábrica de Palmela

A produção da Autoeuropa está parada. O anúncio foi feito há minutos aos trabalhadores que se concentram às portas da fábrica de Palmela pelo SiteSul, o sindicato com maior representação entre os operários.

“A produção está completamente parada por isso esta greve está a cumprir os objetivos”, afirmou José Carlos Silva, da Fiequimetal (Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas), entrevistado esta quarta-feira pela SIC.

“Todas as áreas de produção estão paradas. Esta é a resposta dos trabalhadores à administração. É bom que tirem as suas conclusões”, acrescentou ao Dinheiro Vivo Nuno Santos, coordenador da comissão sindical da Autoeuropa.

Eduardo Florindo, do SiteSul acrescenta que a forte adesão “prova que os trabalhadores se identificam com os motivos que levaram a esta paralisação”. O dirigente fala em “centenas de trabalhadores aqui concentrados” às portas da empresa.

Esta é a primeira greve em 26 anos para a Autoeuropa. Arrancou às 23h30 e ganhou nova força esta manhã com a troca de turno.

Durante a noite o sindicato já tinha adiantado que a adesão estava a ser forte e que tudo apontava para que o dia de protesto em relação aos novos horários, que incluem trabalhar ao sábado, decorresse dentro das expectativas.

Por volta das 07h00 os trabalhadores começaram a juntar-se em frente à fábrica, em vez de entrarem nos seus postos de trabalho como fazem habitualmente. O turno da manhã junta cerca de 1000 pessoas.

Com a produção parada, a greve começa a dar prejuízos. Um dia de paralisação na Autoeuropa pode custar até cinco milhões de euros.

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