Automóvel

Autoeuropa começa a produzir já em maio peças para carros elétricos

Fotografia: João Girão/Global Imagens
Fotografia: João Girão/Global Imagens

Palmela vai estampar para-lamas, capots e tampas da torre do amortecedor a partir de maio. Componentes vão ser integrados na nova plataforma do grupo

A Autoeuropa vai começar a produzir, já em maio, para-lamas, capots e tampas da torre do amortecedor dos novos automóveis elétricos do grupo Volkswagen. É desta forma que a fábrica de Palmela vai integrar o plano de transformação da frota do gigante automóvel alemão, que pretende vender os primeiros carros elétricos de larga produção entre o final deste ano e o início de 2020. Para já, a fábrica portuguesa está fora dos planos de reconversão para a montagem dos novos veículos.

As primeiras peças da série inicial de produção vão começar a ser estampadas em maio, segundo o jornal da Autoeuropa. Os três componentes vão fazer parte do ID, o primeiro modelo do grupo Volkswagen que irá utilizar a plataforma MEB, exclusiva para automóveis elétricos. Este veículo vai começar a ser produzido a partir do final de novembro na fábrica alemã de Zwickau. A estampagem já está a ser planeada desde novembro de 2017.

As três peças estampadas em Palmela também serão incluídas no ID Crozz. Este será o primeiro veículo utilitário desportivo elétrico (SUV) do grupo automóvel alemão, que começará a ser montado na mesma fábrica alemã a partir de maio do próximo ano.

Os três componentes serão produzidos pela unidade de prensas de Palmela, que no ano passado produziu 20,3 milhões de peças e faturou 23,07 milhões de euros com este material. Nesta área, há uma equipa de 340 trabalhadores que fabrica peças para vários modelos do grupo Volkswagen, inclusive para as marcas Audi, Porsche ou Seat.

As peças produzidas pela unidade de prensas da Autoeuropa representam vendas de 11,3 mil milhões de euros. A indústria de componentes dá emprego a 55 000 pessoas em Portugal, segundo os dados da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel. Uma fatia de 98% dos carros vendidos na Europa têm pelo menos uma peça fabricada em Portugal, desde os interiores de carros de luxo, como a Porche, Ferrari e Jaguar, aos inúmeros componentes de motor, direção, painéis e pneus, passando pelos avançados head-up display de Mercedes, BMW e Audi.

Fábrica fora da corrente

Nos próximos anos, a produção de peças será a única forma de a Autoeuropa estar presente na estratégia de eletrificação do grupo Volkswagen. Nos próximos anos, a fábrica de Palmela vai reforçar a produção do T-Roc, o SUV montado desde julho de 2017 e que tem gerado grande procura no mercado europeu.

“Vamos focar-nos no T-Roc, para o qual temos boas ideias de modo a manter este modelo fresco e atraente. Não há necessidade de tomar decisões em relação à Autoeuropa nos próximos meses”, adiantou na semana passada Andreas Tostmann, administrador do grupo alemão responsável pela área da produção, em entrevista ao jornal Público.

Na Alemanha, os planos são diferentes, além de Zwickau, as unidades de Emden e de Hannover fazem parte de um bolo de 13 fábricas que já estão a ser preparadas para a iniciar a produção de automóveis totalmente elétricos. A Volkswagen prevê deixar de produzir carros a gasóleo e a gasolina já em 2032.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

( Álvaro Isidoro / Global Imagens )

Sindicato dos Motoristas “preocupado” com reunião entre Governo e Antram

O advogado e porta-voz do sindicato nacional dos motoristas, Pardal Henriques. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Pardal Henriques foi a personalidade mais mediática da greve

Outros conteúdos GMG
Autoeuropa começa a produzir já em maio peças para carros elétricos