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Autoeuropa. Comissão de trabalhadores “rejeita por completo” novo horário

Fernando Gonçalves (Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens)
Fernando Gonçalves (Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens)

Representantes dos operários apelam ao regresso das negociações. Proposta será discutida em plenário a 20 de dezembro

O novo horário imposto pela Autoeuropa a partir de 29 de janeiro foi mal recebido pela comissão de trabalhadores. O órgão que representa os operários da fábrica de Palmela “rejeita por completo” a decisão da administração e apela ao regresso das negociações.

“Tendo em conta que, em relação ao pré-acordo recentemente rejeitado em referendo, este modelo de horário e as suas condições são mais desfavoráveis e contrariam a vontade expressa pela maioria dos trabalhadores, a Comissão de Trabalhadores rejeita por completo esta decisão da administração, pois entende que deverá ser retomado o processo negocial”, escreve a comissão de trabalhadores em comunicado emitido esta terça-feira.

A administração da Autoeuropa comunicou aos trabalhadores que vai funcionar todos os sábados a partir do final de janeiro. Este será o novo horário da fábrica de Palmela do grupo Volkswagen em 2018, de acordo com a nota interna enviada aos mais de 5700 trabalhadores esta terça-feira.

A comissão de trabalhadores convocou plenários para 20 de dezembro para “discutir a situação da empresa e exigência de nova negociação”, além da “apresentação do caderno reivindicativo” para 2018.

Entre 29 de janeiro e até às férias de agosto, haverá dois tipos de turnos, em semanas de cinco dias de trabalho individual: turno da noite a funcionar de segunda a sexta-feira, com as folgas fixas ao sábado e domingo; turno da manhã e da tarde, de segunda-feira a sábado, mas com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa de acordo com o calendário. Ou seja, “em cada dois meses garantem-se quatro fins de semana completos e mais um período de dois dias consecutivos de folga”.

Por cada sábado trabalhado, os operários vão receber o dobro, por contar como trabalho extraordinário, mesmo com uma semana de cinco dias de trabalho. Esta medida foi defendida por Fernando Gonçalves, coordenador da Comissão de Trabalhadores, em entrevista ao Dinheiro Vivo após as eleições de 3 de outubro.

Haverá ainda um “prémio adicional de 25% sobre os sábados trabalhados no trimestre, de acordo com o cumprimento do volume planeado para o trimestre” e que será pago a cada três meses. Se um operário for trabalhar em dia de folga, será pago como trabalho extraordinário, “o equivalente ao pagamento ao sábado”.

(Notícia atualizada às 18:02 com mais informação)

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