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Autoeuropa: Conheça as propostas dos candidatos à comissão de trabalhadores

Fotografia: JFS / Global Imagens
Fotografia: JFS / Global Imagens

Seis cabeças de lista responderam ao questionário do Dinheiro Vivo e expuseram as propostas para o futuro da fábrica de Palmela

O Dinheiro Vivo deu oportunidade aos seis cabeças de lista que concorrem à comissão de trabalhadores da Autoeuropa para exporem as suas propostas para o futuro da fábrica de Palmela. As seis candidaturas acederam ao nosso pedido e responderam ao nosso questionário.

“Porque decidiram concorrer à CT da Autoeuropa? O que defendem para o futuro da Autoeuropa? Que horário de trabalho deve ser implementado para a produção do T-Roc? Concordam com o trabalho obrigatório aos Sábados? Que alternativas propõem? Será possível chegar a um acordo entre a futura CT e a administração da fábrica? Qual a postura que esperam da administração após as eleições?” – estas foram as questões colocadas às seis listas.

Conheça abaixo as respostas:

-Fernando Sequeira
O atual coordenador da CT considera que a eleição é o momento de decidir entre “ruturas ou garantias de sustentabilidade” na Autoeuropa. Além de defender os trabalhadores, é necessário “ter garantia de produtos além dos atuais; sem eles, será impossível manter este número de trabalhadores”. O atual contexto do grupo VW, obriga a Autoeuropa a “concorrer com fábricas no centro da Europa com custos logísticas muito mais baratos e elevados índices de produtividade”. Por isso, é preciso “implementar horários de laboração continua” mas que sejam “menos penosos para os trabalhadores”. Fernando Sequeira entende ainda que chegou a hora de a Autoeuropa passar a ser uma fábrica de 1.ª divisão no grupo Volkswagen.

-Fausto Dionísio
“A CT tinha deixado de ser o elo de ligação entre os trabalhadores e a administração”. Esta é a principal razão para um dos fundadores da comissão liderar uma das candidaturas. Fausto Dionísio considera que a Autoeuropa “tem uma oportunidade única de deixar de ser uma fábrica de nichos de mercado”. Isto será possível com a conjugação do investimento em tecnologias e infraestruturas com as relações humanas e sociais dos trabalhadores. Em relação aos horários, e para corresponder à meta de produção, esta lista propõe a criação de um novo turno de 32 horas semanais (12 horas ao sábado e domingo mais oito horas no resto da semana). “Ninguém vai entender na fábrica, no parque industrial, nas nossas famílias e no país, que não façamos os 240 mil carros”, conclui.

-José Carlos Silva
Esta lista conta com membros ligados ao sindicato SITE Sul, afeto à CGTP. Concorrente há mais de 20 anos, José Carlos Silva diz que os trabalhadores “querem-nos ainda mais” a liderar a CT. Esta lista defende que “é possível chegar a uma solução com a administração que vá no sentido de cumprir com a produção esperada a partir de 2018 e ao mesmo tempo salvaguardar os direitos e garantias dos trabalhadores”. Na administração encontram uma postura pronta para “retomar o diálogo” e negociar os novos horários de trabalho e os aumentos salariais para 2018.

-Isidoro Barradas
Os membros desta lista estão ligados ao SINDEL, sindicado afeto à UGT. Voltam a concorrer à CT da Autoeuropa com a intenção de chegar a acordo em relação ao horário de trabalho, que deverá ser “ser do agrado e ter o consenso dos trabalhadores”. Há ainda outras propostas na bagageira: “Encontrar alternativas para colaboradores que quer por idade ou restrições médicas tenham dificuldades nas suas estações de trabalho, integrar a pausa para refeição no horário de trabalho, melhorar as condições ergonómicas e adequar as cargas de trabalho à natureza de cada estação e propor formas alternativas para o pagamento de prémios” salariais.

-Fernando Gonçalves
“Ausência de apoio da CT cessante perante a intransigência da administração”. Esta é a principal razão para esta candidatura participar nas eleições de dia 3. Há vários problemas na unidade de Palmela e o investimento de 677 milhões de euros feito nos últimos anos “não dotou a fábrica de capacidade produtiva suficiente”. Propõem a solução temporária de um quarto turno, ao fim de semana, “como é realidade em outras empresas da região”, e que a administração, “depois de ter percebido o descontentamento demonstrado pelos trabalhadores, abdique de uma postura intransigente no sentido de se chegar a um acordo que não prejudique os trabalhadores que levaram a fábrica até ao patamar de excelência em que se encontra”.

-Paulo Marques
Representam os trabalhadores de todos os sectores da Autoeuropa e garantem que, desta forma, “têm um conhecimento profundo do funcionamento da fábrica”. Defendem o “aproveitamento máximo da capacidade instalada” na empresa para “manter grandes índices de empregabilidade com melhores condições salariais e sociais”. Antes de apresentarem qualquer proposta, os membros desta lista querem ouvir as reivindicações de cada uma das equipas da fábrica e “conseguir uma base de entendimento para um acordo que seja vantajoso para todas as partes”. Sem dizer se concordam com o horário obrigatório aos sábados, dizem que a Autoeuropa “tem de ser adaptar à nova fase de grandes produções.”

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