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Autoeuropa negoceia “o tempo que for necessário”

Miguel Sanches, diretor-geral da Autoeuropa, fala aos jornalistas após reunião com o ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva (não aparece), para discutirem com a administração um modelo de trabalho para o próximo ano, no Ministério do Trabalho e da Segurança Social, em Lisboa, 15 de dezembro de 2017.  Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
Miguel Sanches, diretor-geral da Autoeuropa, fala aos jornalistas após reunião com o ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva (não aparece), para discutirem com a administração um modelo de trabalho para o próximo ano, no Ministério do Trabalho e da Segurança Social, em Lisboa, 15 de dezembro de 2017. Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Operários da Autoeuropa garantiram, entretanto, que vão receber um prémio de 630 euros por cumprimento de objetivos de produção de 2017.

A Autoeuropa está preparada para longas semanas de negociações sobre o aumento de salários com a comissão de trabalhadores. Após três dias, apenas há acordo entre operários e administração no seguro de saúde de empresa e nos protocolos para os funcionários, apurou o Dinheiro Vivo. A subida de ordenados será debatida em próximos encontros.

“As negociações continuam a decorrer e vão decorrer durante o tempo que for necessário”, refere fonte oficial da Autoeuropa. Nesta semana prevê-se, pelo menos, mais uma reunião entre a administração e a comissão de trabalhadores para discutir o caderno reivindicativo para 2018.

O aumento de salários de 6,5% – com um valor mínimo de 50 euros, e efeito retroativo a setembro de 2017 – e o aumento das pausas de sete para dez minutos são os principais pontos de discórdia nas negociações do documento, que começou a ser discutido na passada sexta-feira.

Os 5700 operários da Autoeuropa garantiram, entretanto, que vão receber um prémio de 630 euros por cumprimentos de objetivos de produção do ano passado. Em 2017, a fábrica de Palmela arrancou a produção em série do SUV T-Roc, que levou a empresa a impor novos horários a partir da próxima segunda-feira, dia 29, com 17 turnos de produção entre segunda-feira e sábado. Só desta forma poderão ser produzidos 240 mil automóveis neste ano, segundo a administração.

O Dinheiro Vivo contactou a comissão de trabalhadores mas não obteve resposta. Sexta-feira há plenários na fábrica de Palmela, a uma semana da greve anunciada para 2 e 3 de fevereiro. Até terça-feira, não tinha sido entregue qualquer pré-aviso de greve, segundo fonte oficial do Ministério do Trabalho.

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