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Autoeuropa. Operários aprovam caderno reivindicativo. Negociações só em setembro

Autoeuropa. (Fotografia: Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens)
Autoeuropa. (Fotografia: Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens)

O documento que exige aumentos salariais de 4% foi viabilizado nos três plenários que decorreram entre as 6h10 e as 16h20 na fábrica de Palmela.

Os operários da Autoeuropa aprovaram esta quinta-feira o caderno reivindicativo da comissão de trabalhadores, que exige aumentos salariais de 4%. O documento foi viabilizado nos três plenários que decorreram entre as 6h10 e as 16h20 na fábrica de Palmela. As propostas salariais serão discutidas apenas depois das férias de agosto, adiantou Fausto Dionísio, coordenador da comissão de trabalhadores, ao Dinheiro Vivo.

“O caderno reivindicativo foi aprovado pelos trabalhadores nos três plenários que organizámos hoje. Agora, vamos entregar o documento à administração, para que possam avaliar as nossas propostas. Mas só devemos retomar as negociações em setembro, depois da paragem da fábrica”, afirmou Fausto Dionísio.

Na semana passada, a comissão de trabalhadores da Autoeuropa apresentou o caderno reivindicativo para 2019. Aumentos salariais de 4%, integração de 400 pessoas nos quadros e compromisso para não haver despedimentos coletivos no próximo ano foram as principais exigências colocadas neste documento, que servirá de base de negociação nas próximas reuniões com a administração da fábrica de Palmela, liderada por Miguel Sanches.

A comissão de trabalhadores exige também um “prémio de laboração contínua” de 100% “por cada sábado e 100% por cada domingo trabalhado” e um “prémio único de reconhecimento” de 500 euros, a ser pago em janeiro de 2019, segundo o documento interno a que o Dinheiro Vivo teve acesso.

Em relação ao tempo de trabalho, os operários querem três dias adicionais de descanso, além dos 22 férias. Dos três dias extra, dois serão extensíveis a todos os funcionários; haverá ainda um dia de descanso adicional para os trabalhadores que cumprirem os critérios de absentismo. Os 5700 funcionários da Autoeuropa querem ainda que as pausas intercalares passem de sete para dez minutos em todos os turnos.

Leia aqui: Novas regras de emissões obrigam Autoeuropa a parar mais uma semana

O atual acordo laboral na Autoeuropa é válido até ao final de 2018 e foi aprovado no início de março pelos trabalhadores da empresa, com efeitos retroativos a outubro de 2017.

Além do aumento salarial de 3,2%, os operários conseguiram a integração de 250 trabalhadores com contratos a prazo, gratificações de 100 ou 200 euros conforme a antiguidade e o pagamento de bolsas de estudo para filhos de funcionários que estejam a frequentar o ensino superior.

O documento foi apresentado na passada quarta-feira, 11 de julho, depois do fim das negociações, sem sucesso, em relação ao pagamento da produção aos domingos.

Novos horários pós-férias

A Autoeuropa vai funcionar com 19 turnos de laboração depois das férias, a partir de 23 de agosto: três turnos diários de segunda a sexta e dois turnos diários ao sábado e domingo. Já está acordado com a administração liderada por Miguel Sanches que os trabalhadores terão uma semana de trabalho de cinco dias, com duas folgas consecutivas.

Estes dias de descanso serão gozados ao sábado e domingo de duas em duas semanas. A produção aos domingos serve para responder à procura pelo SUV T-Roc, que deverá permitir à Autoeuropa produzir perto de 240 mil carros em 2018.

A partir de 23 de agosto, no novo modelo laboral, os operários vão ganhar ao domingo o mesmo que nos dias úteis e vão receber 100% de um dia normal de trabalho por mês por cada dois turnos trabalhados ao fim de semana; serão ainda pagos 25% trimestralmente “de acordo com o cumprimento do volume de produção”. Os operários apenas vão ter uma folga extra por mês.

(Notícia atualizada às 17h08 com mais informação)

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