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Autoeuropa: Trabalhadores aprovam subida de salários em 2019 e 2020

Autoeuropa conta com cerca de 5700 trabalhadores. ( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )
Autoeuropa conta com cerca de 5700 trabalhadores. ( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )

Em 2019 e 2020, os cerca de 5900 operários da fábrica de Palmela vão ter um aumento de 2,9% por ano, com um mínimo de 25 euros.

Os trabalhadores da Autoeuropa aprovaram o acordo laboral para os anos de 2019 e 2020. O sim, com 72,8%, venceu o referendo que decorreu entre quinta e sexta-feira na fábrica da Palmela, de acordo com a informação transmitida pela comissão de trabalhadores, liderada por Fausto Dionísio. Mais de 4800 trabalhadores participaram nesta consulta, o que corresponde a 82,6% do universo de funcionários da fábrica de Palmela.

“Este acordo representa um marco importante na consolidação do crescimento da fábrica, reconhecendo o desempenho de toda a equipa no processo de transformação da Volkswagen Autoeuropa para uma unidade de grande volume de produção”, refere fonte oficial da empresa em nota enviada às redações.

A comissão de trabalhadores “saúda todos os trabalhadores na participação do referendo”.

Com este acordo, em 2019 e 2020, os cerca de 5900 operários da fábrica de Palmela vão ter um aumento de 2,9% por ano, com um mínimo de 25 euros e vão receber 100% do salário por cada sábado e domingo de produção. Também fica garantida a integração de 300 funcionários nos quadros da Autoeuropa até julho de 2019.

O entendimento só foi possível devido a cedências da parte da administração e da comissão de trabalhadores.

Cedências da comissão de trabalhadores

A comissão de trabalhadores pretendia um aumento salarial de 4% em 2019, “com um mínimo de 36 euros”, de acordo com o caderno reivindicativo entregue em julho. Acabou por conseguir um aumento de 2,9% por ano em 2019 e 2020.

O órgão que representa os operários acabou por ter de abdicar do prémio de reconhecimento de 500 euros, que seria pago em 2019, e apenas conseguiu a integração de 300 trabalhadores com vínculo precários nos quadros da empresa; inicialmente, pretendia que entrassem 400 colaboradores até setembro de 2019.

Cedências da administração

A comissão de trabalhadores, por outro lado, conquistou o direito a receber o sábado a 100% e o domingo a 100%, enquanto a administração pretendia continuar a pagar apenas a 50% por cada um dos dias de laboração contínua ao fim de semana.

Em relação aos salários, a administração da fábrica, liderada por Miguel Sanches, apenas pretendia aumentar os salários em linha com a taxa de inflação (previsão de 1,3% para 2018, segundo o Conselho das Finanças Públicas).

Este é o segundo acordo salarial aprovado pelos operários da Autoeuropa. No final de fevereiro, ficou garantido um aumento de 3,2%, com um mínimo de 25 euros, retroativo a 1 de outubro de 2017; o pagamento de uma gratificação de cem ou 200 euros em abril conforme a antiguidade; a integração de 250 trabalhadores com contratos a prazo, até ao final de dezembro; e o fim da tabela A0 para operadores e do primeiro nível de integração para especialistas nas futuras admissões.

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