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Automação na agricultura urbana

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O sistema de automação GroLab permite controlar o ambiente das plantas e foi desenvolvido para quem cultiva em casa.

Ligar a agricultura urbana aos benefícios da automação e da internet é o propósito da Open Grow, uma startup com sede em Viseu, que lançou no mercado o GroLab. Um sistema de controlo versátil, que contempla uma unidade que funciona como “cérebro”, à qual é possível adicionar módulos com sensores para controlar diferentes variáveis do cultivo. Inclui, ainda, um software para computador. O GroLab tem capacidade para armazenar uma grande quantidade de dados sobre as plantas, executar instruções previamente estabelecidas ou via remota e, até, enviar alertas por e-mail quando algo sai dos parâmetros estabelecidos ou há uma emergência.

João Melo, o fundador, focou a sua atenção no pequeno agricultor que cultiva em casa, em varandas, em telhados ou em estufas de interior e precisa de equipamento de automação fácil de operar e a custos acessíveis. “O que existia no mercado eram equipamentos caros e complexos, direcionados sobretudo para uma agricultura profissional de maior escala. Não havia muito apoio para os novos agricultores urbanos nem um sistema que controlasse tantas variáveis”, conta, sublinhando que, com este sistema, a Open Grow está a “trazer os cultivos urbanos para a era digital”.

Este sistema permite controlar, entre outros fatores, a temperatura e humidade do ar e do solo, a rega e as fertilizações, medir o PH da água (influencia a absorção das plantas) e a condutividade (que permite avaliar se a água tem ou não nutrientes). Tem sensores de nível (detetam, por exemplo, se o tanque de água está vazio ou cheio e dispara uma fertilização automática se for preciso), entre outros sensores para avaliar tudo o que se passa com as plantas que estão a ser cultivadas em terra ou em hidroponia. Tem botões para ligar ou desligar o sistema numa emergência. Mesmo que o agricultor esteja fora de casa em trabalho ou lazer, pode controlar tudo à distância através do software instalado no computador. A segurança é garantida pela incorporação de detetores de fumo para incêndios e de inundações, entre outros, e ainda envia avisos pore-mail. Como o sistema funciona por módulos, os utilizadores podem optar pelo sistema básico ou ir incorporando novos sensores mais sofisticados e específicos.

A ideia surgiu há oito anos. Quando o engenheiro eletrónico olhou para o seu cultivo caseiro, percebeu que era essencial controlar todas as variáveis e que tinha conhecimento para isso. João Melo fez protótipos, testes, desenvolveu hardware e software e procurou financiamento junto da família e amigos para o ajudarem a suportar os custos da ideia. A Open Grow foi formalmente criada há quatro anos e passou os dois primeiros a desenvolver e a aperfeiçoar o GroLab, com uma equipa pequena e recursos limitados (começaram com 50 mil euros).

Há dois anos, o GroLab chegou ao mercado e as atenções da jovem empresa, composta por três pessoas, começaram a centrar-se na abertura de canais de comercialização e marketing. “A maioria das vendas são exportações para outros países da Europa, nomeadamente Espanha, Reino Unido e Itália”, diz João Melo, que espera avançar rapidamente para os Estados Unidos e Canadá e tornar o GroLab “uma referência na automação agrícola urbana”.

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