Grande Conferência Empresas na Caixa

Bacalhau nacional rumo às Arábias

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Portugal tem história na indústria do
bacalhau e a Soguima é um dos nomes que ajudam a contá-la. Criada
em 1979, a empresa vimaranense dedica-se à transformação deste
peixe, sendo “a única no país que se dedica exclusivamente ao
bacalhau demolhado ultracongelado”, frisa o presidente do conselho
de administração, António Guimarães. “Os nossos concorrentes,
por norma, dedicam-se ao bacalhau demolhado e ao salgado seco. Nós
não fazemos bacalhau salgado seco por opção.”

A Soguima tem várias marcas próprias, sendo a
Reymar a principal. É sob essa insígnia que a maioria dos produtos
chega ao mercado, através de grandes armazenistas e distribuidores
que, por sua vez, colocam o produto nas grandes superfícies. “A
grande distribuição representa cerca de 75% das vendas de peixe em
Portugal e nós, obviamente, mais tarde ou mais cedo vamos ter de nos
virar para este sector”, explica o empresário antevendo que essa
reviravolta possa acontecer “talvez daqui a um ano ou dois”.

A exportação para mercados como o Brasil,
Espanha, Estados Unidos, Angola, Moçambique, Cabo Verde e França,
representa atualmente 45% do volume de negócios da Soguima. A curto
prazo o objetivo é aumentar esta quota para os 60% e entrar no
mercado árabe. Os primeiros passos já estão a ser dados e até ao
final do ano a Soguima prevê entrar na Arábia Saudita.

Para sustentar esta aposta no mercado externo,
a empresa tem um projeto de investimento para duplicar a capacidade
de produção da fábrica de Guimarães. Um investimento de 10
milhões de euros que tem beneficiado da parceria com a Caixa,
instituição que António Guimarães descreve como “um dos
melhores bancos portugueses”. “Somos muito criteriosos na seleção
dos nossos parceiros. Obviamente que na escolha do parceiro
financeiro tínhamos de optar por um dos melhores.” Apesar de
reconhecer que o dinheiro está mais caro do que há alguns anos,
António Guimarães não tem dúvidas quando afirma que a parceria
com o banco tem corrido muito bem, mesmo nestes tempos de crise. “Não
sei se é correto dizer isto mas nós temos mais facilidade em aceder
ao crédito agora do que antes da crise.”

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