Banca ganha margem de 2,7 mil milhões com proposta para limpar malparado

Com o apoio de um banco de investimento, António Esteves ofereceu 15 mil milhões de euros pela compra dos ativos problemáticos da banca.

 

Os bancos portugueses podem ganhar uma folga de 2,7 mil milhões de euros caso a proposta de António Esteves, ex-partner do Goldman Sachs, para limpar o malparado da banca seja aceite pelo Banco de Portugal.

Segundo as contas do Jornal de Negócios, publicadas na edição desta quarta-feira, a venda dos 15 mil milhões de euros em ativos problemáticos reduz os ativos ponderados pelo risco em 22,5 mil milhões de euros.

Face aos rácios de capital exigidos, entre os 10% e 12%, a que os bancos estão sujeitos, sobram entre 2 250 e 2 700 milhões de euros que os bancos poderão libertar.

O Negócios acrescenta que a proposta de António Esteves pode ficar pelo caminho se os juros da dívida portuguesa a dez anos chegarem aos 5%, devido ao aumento do risco.

O português apresentou há cerca de dois meses uma solução ao Banco de Portugal para resolver o problema do crédito malparado. Com o apoio de um banco de investimento, António Esteves ofereceu 15 mil milhões de euros pela compra dos ativos problemáticos da banca.

Segundo o Público, o Novo Banco tem 4250 milhões em crédito malparado, o BCP 3250 milhões e o Montepio 2000 milhões de euros. A CGD terá cerca de 4000 milhões de euros.

Ontem, em entrevista ao Público, António Esteves garantiu que a proposta que fez chegar ao banco de Portugal deverá estar resolvida até ao final de fevereiro.

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