Banco de Portugal apoia despedimentos no Novo Banco

Banco central "reitera apoio à implementação do plano de reestruturação" que vai cortar mil trabalhadores ao Novo Banco, 500 por despedimento coletivo

O Banco de Portugal veio a público esta quinta-feira "sublinhar a capacidade da equipa de gestão e dos colaboradores do Novo Banco em garantir o retorno do banco à normal atividade bancária", aproveitando para dar a conhecer o seu apoio "ao plano de reestruturação" que previa inicialmente a saída de mil trabalhadores da instituição.

Deste objetivo total, e considerando as reduções nos quadros da instituição que foram avançando no último ano e meio, ainda faltarão despedir cerca de 500 ao longo deste ano, devendo o Novo Banco recorrer a despedimentos coletivos.

No comunicado, o Banco de Portugal "reitera o seu apoio à implementação, pela equipa de gestão, do plano de reestruturação oportunamente apresentado e aprovado pelas autoridades europeias".

Quem deu a conhecer ao público este "plano de reestruturação" foi a Comissão Nacional de Trabalhadores do Novo Banco, que em comunicado divulgou que "no seguimento do plano de reestruturação imposto pela União Europeia e que já se encontra em curso, o banco terá que reduzir em 2016, cerca de 1000 postos de trabalho, sendo suposto que 500 sejam através do recurso a um despedimento coletivo”, divulgou a comissão de trabalhadores em comunicado.

Sobre este programa acordado com Bruxelas, diz o comunicado do supervisor, "o Banco de Portugal reitera o seu apoio à implementação, pela equipa de gestão, do plano de reestruturação oportunamente apresentado e aprovado pelas autoridades europeias".

A posição do banco central surge depois de conhecidos os prejuízos de 980 milhões de euros do Novo Banco, um resultado que a administração liderada por Stock da Cunha atribuiu ao "legado deixado pelo BES", e já depois da reação de Ricardo Salgado a estes mesmos resultados, culpando o Banco de Portugal por esse legado.

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