Negócio

Banco de Portugal e CMVM têm de autorizar venda da gestão de créditos da Oitante

Banco de Portugal e CMVM irão analisar novos registos

A venda do negócio de gestão de créditos e ativos imobiliários da Oitante à Proteus ainda precisa das autorizações do Banco de Portugal e da CMVM.

A venda do negócio de gestão de créditos e ativos imobiliários da Oitante à Proteus ainda precisa das autorizações do Banco de Portugal e da CMVM, além da Autoridade da Concorrência, disse à Lusa fonte oficial da empresa.

A Autoridade da Concorrência (AdC) anunciou, na terça-feira, que a gestora de créditos Proteus, detida pela Altamira Asset Management, lhe pediu autorização para controlar o negócio de gestão de créditos e ativos imobiliários da Oitante, a entidade que ficou a gerir os ativos tóxicos do Banif (banco que foi para resoluçao em dezembro de 2015).

O Jornal de Negócios noticiou hoje que, além desta autorização, para se concretizar o negócio são precisas duas autorizações.

Segundo disse à Lusa fonte oficial da Oitante, as autorizações em falta são as do Banco de Portugal e da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Neste momento, acrescentou, o negócio tem já as autorizações do Ministério das Finanças, da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, do Tribunal de Contas e do Conselho Fiscal da própria Oitante.

A Proteus é detida a 100% pela Altamira Asset Management, entidade de gestão de ativos imobiliários e de crédito malparado em Espanha, que por sua vez é controlada por fundos geridos pela Apollo.

A Apollo está em Portugal presente, sobretudo, na atividade seguradora, através das Seguradoras Unidas.

Com o controlo do negócio da Oitante, sociedade veículo criada na sequência da resolução do Governo da República e do Banco de Portugal, que ficou com ativos do Banif, a empresa espanhola especializada em gerir ativos de terceiros dá um passo para a internacionalização e para replicar o negócio espanhol em outros mercados.

A Lusa tentou saber o valor de negócio, mas não foi possível. Apenas se sabe que a carteira de ativos em causa – composta essencialmente por ativos imobiliários e crédito malparado – tem um valor aproximado de 1,5 mil milhões de euros.

Em abril, a Oitante tinha dito que a venda foi estruturada de modo a não só assegurar à Oitante “um encaixe financeiro importante, mas também a preservação dos postos de trabalho afetos às unidades de negócio alienadas”.

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