Empresas

BEI concede linha de crédito de 50 milhões à Bolt

bolt-app-view-splash-2-ea9cd8af0f5a8b5376274e4dbad6be5b414488d3

A plataforma de mobilidade, originária da Estónia, vai receber uma linha de crédito de 50 milhões por parte do Banco Europeu de Investimento.

A Bolt, plataforma de mobilidade originária da Estónia e que está presente em várias cidades europeias (incluindo nacionais), vai contar financiamento de 50 milhões de euros por parte do Banco Europeu de Investimento para desenvolver novos produtos.

“O Banco Europeu de Investimento (BEI) assinou uma linha de crédito de 50 milhões de euros com a empresa da Estónia Bolt”, pode ler-se no comunicado. “Este financiamento tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de produtos da Bolt e pesquisa em novas áreas onde o uso da tecnologia pode melhorar a confiança, fiabilidade e sustentabilidade dos seus serviços, mantendo em simultâneo a alta eficiência das operações da empresa. Isto inclui investimentos nos serviços já existentes, como ride-hailing, bem como em serviços de mobilidade personalizados, como a entrega de comida”.

Markus Villig, fundador e um dos líderes da Bolt, defende em comunicado que a “mobilidade é uma das áreas em que a Europa realmente beneficiará de um campeão local que partilha os valores dos consumidores e reguladores europeus. Por isso, estamos muito entusiasmados por ter o Banco Europeu de Investimento como um dos nossos apoiantes, na medida em que nos permite avançar mais rapidamente para chegar a muitas mais pessoas na Europa”.

Por sua vez, Alexander Stubb, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento, considera que “a Bolt é um bom exemplo da excelência europeia em tecnologia e inovação”. Paolo Gentiloni, Comissário Europeu para a Economia, nota em comunicado que “a Estónia está na vanguarda da transformação tecnológica da Europa. Tenho orgulho de que a Europa, através do Plano de Investimento, apoie a empresa estoniana Bolt na pesquisa e desenvolvimento estratégico para a criação de serviços inovadores e seguros que venham melhorar a mobilidade urbana”.

Estónia, a aposta no digital
O Skype, atualmente detido pela Microsoft, é um dos maiores símbolos do empreendedorismo da Estónia. Esta aplicação transformou a forma como as pessoas comunicam (permitindo fazê-lo através da internet com recurso a vídeo e a áudio) e talvez até tenha aberto a porta a novas ferramentas usadas no dia-a-dia. Mas a sua dimensão deve ser avaliada pelo muito que o Skype representou para o país onde nasceu: foi fonte de inspiração e conhecimento para os que sonharam montar um negócio, como escrevia o Dinheiro Vivo em 2019.

Nascido em 2003, nos arredores de Talin, conquistou rapidamente o sucesso: apenas dois anos depois de ficar ativo, o Skype foi comprado pelo eBay e, mais tarde, em 2011, pela Microsoft. O interesse suscitado por esta tecnologia made in Estónia teve um efeito multiplicador, permitindo que o país surgisse no mapa tecnológico.

À volta do Skype – direta ou indiretamente – foi gerado um ecossistema de empreendedorismo que se alastrou aos 45 mil metros quadrados do território. E a experiência acumulada dentro da tecnológica, a primeira a alcançar o estatuto de unicórnio (com uma avaliação de mil milhões de dólares ou mais), deu a muitos dos profissionais ferramentas necessárias para lançarem a sua própria startup.

A ideia da Taxify – hoje Bolt – foi de Markus Villig, mas para lançar a aplicação de transporte de passageiros que na Europa concorre com a Uber, o então jovem de 19 anos contou com o apoio do irmão mais velho, Martin, que também andou pelos corredores do Skype.

“A Estónia teve muita sorte por ter o departamento de engenharia e os fundadores a trabalhar em Talin. Na época de pico, tínhamos 600 estónios na área de IT a trabalhar no Skype, a criar um produto global. Foi valioso para as pessoas que trabalhavam lá; perceberam que podiam construir um produto mundial”, dizia ao Dinheiro Vivo o cofundador da Bolt em meados de 2019.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
lisboa casas turismo salarios portugal

Turismo em crise já pensa no day after

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira. TIAGO PETINGA/LUSA

Governo estima que mais de um terço dos empregados fique em lay-off

Mário Centeno, Ministro das Finanças.
Fotografia: Francois Lenoir/Reuters

Folga rara. Custo médio do petróleo está 10% abaixo do previsto no Orçamento

BEI concede linha de crédito de 50 milhões à Bolt