Banco Popular corta 26% da operação em Portugal

Popular vai fechar 28% das agências e 26% dos quadros em Portugal. Desde junho de 2015, Popular passa de 1298 para 864 colaboradores no país

O Banco Popular deu a conhecer ao final da tarde de hoje os moldes em que a reestruturação agora encetada pelo grupo espanhol vai afetar a operação portuguesa. Os cortes são profundos: o banco vai fechar 27,8% das agências e 25,5% dos quadros em Portugal. Este ajuste é para avançar em menos de dois meses.

O grupo Popular confirmou no domingo o avanço de um "plano estratégico" para reduzir os seus custos anuais entre 175 milhões e 200 milhões a partir de 2017, plano este que entra em vigor no imediato.

Ao todo, o grupo espanhol quer cortar 2600 empregos e 300 balcões, numa dieta em que a operação portuguesa será responsável por mais de 10%: em comunicado enviado à CMVM, o banco confirma que irá reduzir 295 postos de trabalho em Portugal (11,4% dos cortes totais) e proceder ao encerramento de 47 agências (15,6%).

Estes cortes comparam com o total de 1159 trabalhadores com que o Popular Portugal contava no final de junho deste ano, espalhados por 166 agências. O Popular vai reduzir os seus quadros em 25% e a rede de agências em quase 28%.

Olhando aos números que a operação portuguesa do Popular evidenciava em junho de 2015, percebe-se que os cortes são ainda mais profundos: se o banco avançar com as 295 saídas até final deste ano, os 1298 trabalhadores com que contava em junho de 2015 passarão a 864 no final de 2016, menos 33,4%.

Segundo a informação veiculada pela instituição financeira, e apesar do recurso a processos de reforma, o banco vai precisar de negociar saídas com alguns trabalhadores, tendo já solicitado ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social "a declaração do banco como empresa em reestruturação para efeitos de quadro de pessoal".

O Popular informou ainda que "o ajuste decorrerá até final do ano", ou seja, em menos de dois meses.

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