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Bayer cai mais de 10% após novos problemas com a Monsanto

Monsanto foi comprada pela Bayer em setembro de 2016. (REUTERS/Brendan McDermid)
Monsanto foi comprada pela Bayer em setembro de 2016. (REUTERS/Brendan McDermid)

Herbicida produzido pela Monsanto foi considerado por um tribunal norte-americano como "fator substancial" para cancro de septuagenário.

Os títulos da gigante química Bayer caíram esta quarta-feira mais de 10% no mercado de ações de Frankfurt, após um novo revés na sua subsidiária Monsanto, nos Estados Unidos.

Pelas 08:05 em Lisboa, a Bayer caía 10,75%, para os 62,20 euros, na bolsa de Frankfurt.

O herbicida Roundup foi considerado na terça-feira um “fator substancial” no cancro desenvolvido pelo septuagenário Edwin Hardeman, de acordo com um júri norte-americano.

Os jurados disseram que o queixoso demonstrou que o Roundup foi um “fator substancial” para o seu cancro, encerrando assim a primeira fase deste processo, aberto em 25 de fevereiro.

Por pedido do grupo alemão Bayer (que comprou a Monsanto no ano passado), os debates foram organizados em duas fases: uma, “científica”, consagrada à responsabilidade do Roundup na doença, e uma segunda, para abordar uma eventual responsabilidade do grupo.

Quando o veredicto foi divulgado, o queixoso e os seus advogados abraçaram-se. “Estamos muito satisfeitos”, reagiu uma advogada de Hardeman, Jennifer Moore.

De sinal contrário foi a reação da Bayer que, em comunicado, declarou: “Estamos dececionados”.

A segunda fase do processo, que é o primeiro ao nível federal, vai começar na quarta-feira e deve, desta vez, procurar resposta para as questões: a Monsanto conhecia os riscos? Escondeu-os? Se sim, quais são as indemnizações que deve pagar?

Em agosto, um veredicto histórico condenou o grupo agroquímico a pagar 289 milhões de dólares (255 milhões de euros) a um jardineiro doente com cancro.

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