BCP: Disciplina, custos e reduzir ativos não produtivos são prioridades

"Voltaremos a ter dividendos, mas tal colocar-se-á depois dos objetivos de 2018 estarem cumpridos", detalhou Nuno Amado.

O presidente do Millennium bcp, Nuno Amado, sintetizou esta tarde quais as prioridades dos próximos anos para a instituição que preside: "Estamos focados na disciplina, nos resultados, na margem, no controlo de custos e nas imparidades", explicou, ao longo da conferência de imprensa sobre os resultados de 2016 do BCP.

"Temos um segundo foco, que passa pela gestão do processo de redução de NPE ", acrescentou ainda, já referindo-se aos objetivos com que o BCP se comprometeu junto do BCE nesta rubrica para os próximos anos. "Apresentámos ao BCE em fevereiro um plano de redução de NPE, tal como é solicitado aos bancos com níveis elevados de NPE, e a apresentação tem por base uma redução de mil milhões de euros anuais ao nível dos NPE", detalhou. Este objetivo, anual, estende-se por 2018 a 2021.

Mas o BCP enfrenta outro tipo de objetivos para o próximo ano, com a administração do banco a encarar assim o exercício de 2017 como um ano transitório até fechar este "ciclo" de objetivos. Entre as metas autoimpostas pelo banco, conta-se um CET1 de 11%, um nível de cost-to-income inferior a 43% e um custo do risco inferior a 75 pontos base. Atualmente, o CET1 está nos 11,1%, o CTI nos 51,1% e o custo do risco acima de 200 pontos base.

Só com estes objetivos cumpridos, explicou Nuno Amado, é que o BCP começará a pensar no eventual regresso ao pagamento de dividendos. "Voltaremos a ter dividendos, mas tal colocar-se-á depois dos objetivos de 2018 estarem cumpridos", detalhou.

"O ano de 2017 é de transição para esse ponto de chegada", avançou então Nuno Amado. "Estamos focados na disciplina, resultados, na margem, no controlo de custos e nas imparidades. O nosso segundo foco será a gestão do processo de redução de NPE."

Segundo o CEO, será apenas no segundo semestre desde ano que a Comissão Executiva do BCP começará a trabalhar no business plan para o período de 2018 - 2021, onde então poderão ser revistas algumas metas ou apresentados novos objetivos, agora incluindo algum payout a acionistas.

Nuno Amado referiu ainda ao longo da conferência de imprensa que acredita que o BCP já atravessou a fase mais agressiva de reconhecimento de imparidades, manifestando a convicção de que este e os próximos anos ficarão marcados por imparidades abaixo do que tem sido normal.

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