BCP. Procura no aumento de capital foi de 123%

"É enorme o sucesso da operação num contexto macroeconómico global muito difícil", diz o vice-presidente, Miguel Maya ao Dinheiro Vivo.

O aumento de capital do BCP registou uma procura que superou a oferta em mais de 20%: segundo a informação divulgada pelo banco junto da CMVM a procura foi de 122,9%.

A operação foi totalmente subscrita pelos investidores, em que os principais investidores acompanharam a operação e alguns, como a Fosun ou a Sonangol, reforçaram posições.

"É enorme o sucesso da operação num contexto macroeconómico global muito difícil", comenta o vice-presidente da Comissão Executiva, Miguel Maya, ao Dinheiro Vivo. Esta foi a primeira operação realizada em 2017 por parte de bancos supervisionados pelo BCE. "Preparámos bem e em devido tempo esta operação". A procura superou a oferta em mais de 20%, sendo "a procura de ações para rateio foi mais de 14,3 vezes o numero de ações disponíveis".

O banco vai emitir mais de 14 mil milhões de novas ações a 9,4 cêntimos cada uma, angariando mais de 1,3 mil milhões de euros junto dos investidores. "Para o sucesso da operação foi determinante o empenho da Fosun e a coesão e suporte dos acionistas de referência do BCP, nomeadamente a Sonangol, EDP e Interoceânico; todos acompanharam o aumento de capital", declara Miguel Maya.

A estrutura acionista fica assim composta da seguinte forma: a Fosun fica com capital na ordem dos 23,5%; a Sonangol com perto de 15%; EDP a rondar os 2,1% e Interoceânico a aproximar-se dos 1,7%.

Tendo em conta a procura e o aumento de capital de 1,3 mil milhões de euros do BCP acompanhado pelos maiores acionistas do banco, não foi necessário utilizar o consórcio de bancos que avançaria caso a operação não fosse totalmente subscrita.

Pagamento de COCO´s em Fevereiro

"Este aumento de capital permitirá pagar os COCOs neste mês de Fevereiro", avança o vice-presidente da Comissão Executiva. "É um importante sinal da normalização do BCP, que deixa de ter qualquer apoio do Estado. Recebeu 3 mil milhões de COCO´s de ajuda de Estado, foram integralmente devolvidos e já pagos mais de mil milhões em juros e comissões pelos apoios recebidos do Estado. No caso do BCP os contribuintes não só não tiveram qualquer custo como beneficiaram do apoio concedido", afiança.

A administração da instituição acredita que depois desta operação, o BCP é o "banco privado de matriz portuguesa melhor preparado para apoiar a economia".

As novas ações deverão começar a transacionar no mercado já no próximo dia 9.

 

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