BCP quis que juro do empréstimo ao Novo Banco fosse o mais baixo possível

Miguel Maya, presidente executivo do Millennium bcp, foi ouvido esta quarta-feira na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução.

O Millennium bcp queria que a taxa de juro do empréstimo da banca ao Fundo de Resolução, para a realização de uma nova injeção no Novo Banco, fosse a mais baixa possível.

Segundo Miguel Maya, presidente executivo do BCP, "quanto mais negativa fosse a taxa, melhor" para o banco.

A informação foi avançada pelo banqueiro, esta quarta-feira, em resposta a uma pergunta da deputada bloquista Mariana Mortágua, numa curta audição na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução.

O banqueiro assegurou que não houve nenhuma contrapartida para os bancos na operação, cujas condições incluem taxas de juro negativas nos primeiros cinco anos.

O Fundo de Resolução financiou-se em 475 milhões junto de um consórcio composto pelos sete maiores bancos sedeados em Portugal, com a excepção do Novo Banco, à semelhança do empréstimo já efetuado ao Fundo em 2014. A Caixa Geral de Depósitos e o BCP disponibilizaram uma verba até 131 milhões de euros para o Fundo de Resolução. Os restantes bancos envolvidos na operação foram o Santander, o Banco BPI o Banco Montepio, o Crédito Agrícola e o EuroBic.

O Fundo acaba de transferir mais 317 milhões de euros para o Novo Banco no âmbito de um acordo efetuado aquando da venda do banco à Lone Star em 2017 visando cobrir perdas relacionadas com ativos herdados do Banco Espírito Santo. Até 2020, o Novo Banco já tinha consumido 2976 milhões de euros de dinheiro público ao abrigo do mesmo acordo.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de