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BCP sobe lucro para 186,4 milhões de euros

Nuno Amado, CEO do Millennium bcp. REUTERS/Rafael Marchante
Nuno Amado, CEO do Millennium bcp. REUTERS/Rafael Marchante

Banco destaca evolução mais favorável em Portugal que contribuiu com 39 milhões de euros.

O BCP aumentou o lucro para 186,4 milhões de euros em 2017. No ano anterior tinha tido um resultado de 23,9 milhões de euros. Na apresentação dos resultados, esta quarta-feira, Nuno Amado destacou a evolução da atividade em Portugal como um contributo para os melhores resultados. No mercado doméstico o lucro do BCP foi de 39 milhões de euros. Já a atividade internacional teve um contributo estável.

O banco destacou a redução da exposição a ativos problemáticos (NPE). Em Portugal reduziram-se em 1,8 mil milhões de euros para 6,8 mil milhões. O objetivo com que o banco se tinha comprometido era baixar essa exposição para 7,5 mil milhões de euros.

Os custos com provisões e imparidades baixaram de 1,6 mil milhões de euros para 925 milhões de euros. Apesar da redução, Nuno Amado destacou que estão ainda a “um nível muito elevado”. O presidente do BCP destacou ainda, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados, a recuperação na atividade de concessão de crédito.“Já atingimos em 2017 a redução de exposições problemáticas que iríamos fazer em 2018. Antecipamos esse processo de uma forma clara”, defendeu Nuno Amado.

Apesar de o crédito a clientes ter descido de 51,6 mil milhões de euros para cerca de 51 mil milhões de euros, existiu um “crescimento da carteira de crédito performing em Portugal em 2017, o que já não ocorria há 8 anos”, refere o banco na apresentação dos resultados anuais.

Em relação às comissões, em termos consolidados subiram 3,6% face aos 643,8 milhões de euros. Mas Nuno Amado ressalvou que em Portugal ficaram estáveis. O presidente do BCP não descarta “ajustamentos pontuais. É possível mas não está pensado”, disse. Referiu que em 2018 poderá existir uma maior receita com comissões,não nas comissões unitárias, mas em mais negócio e mais clientes”.

Dos objetivos definidos pelo banco para serem atingidos em 2018, Nuno Amado considera que “estamos alinhados ou melhor em praticamente todos”. A exceção é no retorno dos capitais próprios, que foi de 4,4% em 2017 e a meta para 2018 é de cerca de 10%.

Atualizada às 19:13 com mais informação e declarações de Nuno Amado

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