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BEI e Cotec apresentam relatório para acelerar digitalização das empresas 

Fotografia: Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens
Fotografia: Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens

Estudo avalia o estado actual da digitalização das empresas em Portugal, identifica barreiras e apresenta recomendações específicas.

O Banco Europeu de Investimento (BEI) e a Cotec Portugal apresentaram o relatório “The Digitalisation of Small and medium-sized enterpreises in Portugal: models for financing digital projects” (A Digitalização de Pequenas e Médias Empresas em Portugal: modelos para o financiamento de projetos digitais), estudo que realiza uma análise do estado da digitalização das PME em Portugal.

O trabalho foi elaborado pelo BEI, por designação do European Investment Advisory Hub (EIAH ou Advisory Hub) para a Cotec Portugal, a associação empresarial para a inovação mandatada pelo Ministério da Economia para promover a inovação e a digitalização das empresas portuguesas.

O relatório demonstra que as PME, que representam mais de 75% da força de trabalho nacional, devem continuar a intensificar os esforços de investimento na digitalização, com o objetivo de convergirem com a média da UE, especialmente nos setores tradicionais como a construção, o retalho e a hotelaria. O estudo identifica os principais obstáculos à transformação digital das PME e apresenta recomendações para aumentar o conhecimento técnico e de gestão necessários para implementar projetos digitais.

No evento de apresentação do relatório, Emma Navarro, vice-presidente do BEI afirmou que: “O estudo que estamos a apresentar hoje apresenta informação e ferramentas relevantes para acelerar este processo e representa um bom exemplo de como Portugal pode beneficiar do conhecimento do European Investment Advisory Hub para desenvolver soluções financeiras inovadoras para as PME.”

Jorge Portugal, diretor-geral da Cotec Portugal, destacou as conclusões do relatório, salientando “a importância do sistema bancário desenvolver ferramentas para reconhecer as empresas com processos inovadores, que, em regra, possuem maior potencial de crescimento, exportam mais e, em geral, pagam salários mais elevados, reduzindo assim os riscos de financiamento. O financiamento de empresas inovadoras é uma oportunidade para acelerar o crescimento sustentável da economia portuguesa.”

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