Bertrand na Av. Roma reabre depois de renovação de 130 mil euros. Coimbra é a livraria que se segue

O ano passado o grupo BertrandCírculo investiu 900 mil euros na renovação de livrarias. Tem previsto um "incremento" em 2021.

A história livraria Bertrand na Av. de Roma, em Lisboa, reabriu portas depois de uma renovação de cerca de 130 mil euros. O ano passado o grupo BertrandCírculo investiu 900 mil euros na renovação de espaços. Este ano está previsto um "incremento", adianta Elísio Maia, membro do conselho de administração do Grupo BertrandCírculo, ao Dinheiro Vivo. A livraria Bertrand, em Coimbra, será a próxima a ser renovada.

"A reabilitação da nossa histórica livraria na Avenida de Roma insere‑se num plano mais amplo de investimento na requalificação da nossa rede de livrarias e, também, na expansão da nossa rede a outras cidades, privilegiando os centros históricos das cidades escolhidas", adianta Elísio Maia.

A renovação - para a qual contribuíram as fotografias do fotógrafo Mário Novais (1899-1967) como apoio para a reconstituição do projeto original - passou pela "substituição de gôndolas (que não pertenciam ao mobiliário original) por mesas/estante idênticas às originais e uma profunda reorganização do piso dedicado a armazém permitiram ampliar a oferta da loja quer no piso 0 quer no mezanino", descreve o administrador.

"Dessa forma, teremos uma oferta mais alargada em várias categorias já existentes (p.e. História e Política, literatura, poesia, Artes e Arquitetura), mas também apostaremos em novas categorias, nomeadamente Literatura e ciências sociais em inglês, Teatro e Música, que tinham muito pouca expressão nesta livraria", refere.

A renovação vai permitir um reforço da programação cultural do espaço. "A área da livraria apenas permite eventos de pequena dimensão, pois terão de ser realizados no espaço existente no mezanino junto à fachada, mas passará designadamente por: encontros com autores, clubes de leitura, Hora do Conto (dirigida ao público infantil) e algumas das oficinas que temos dinamizado noutras livrarias do país e sejam compatíveis com o espaço disponível", adianta o responsável.

"Esta programação só poderá ser realizada presencialmente quando forem levantadas as restrições à lotação dos estabelecimentos comerciais, o que, infelizmente, só deverá acontecer daqui a alguns meses", ressalva Elísio Maia.

"O investimento na livraria da Avenida de Roma foi de aproximadamente 130 mil euros. Em 2020, o investimento na requalificação e expansão das livrarias cifrou‑se em cerca de 900 mil euros, prevendo-se um incremento em 2021", revela o administrador.

Nos últimos dois anos, o grupo tem aberto livrarias em artérias centrais das cidades de Póvoa de Varzim, Barcelos, Guimarães, Leiria, Almada, Espinho, Évora, Lisboa e Vila Franca de Xira, tendo, simultaneamente, reabilitado as livrarias históricas do Chiado, Viana do Castelo, Faro e, agora, Avenida de Roma. "Para este ano, está ainda programada a reabilitação da nossa livraria de Coimbra (que no ano passado completou 50 anos de atividade)", refere ainda.

Livrarias reabertas

Neste momento, a rede de 58 livrarias estão abertas ao público, depois do fecho determinado pelo segundo confinamento.

"Relativamente à livraria da Avenida de Roma, estes primeiros dias são auspiciosos, uma vez que temos um conjunto de clientes com uma forte relação com a livraria que estão a regressar e novos clientes ou clientes menos frequentes que a estão a visitar atraídos pela beleza da livraria que a reabilitação efetuada procurou restituir", diz Elísio Maia.

"Relativamente às restantes livrarias que reabriram nas últimas semanas, naturalmente sentimos ainda grandes dificuldades, especialmente nas que estão localizadas em centros comerciais uma vez que a generalidade das restantes lojas está ainda fechada, o que se reflete no tráfego dessas livrarias e nas respetivas vendas."

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