Riqueza

Bezos teria de gastar 23 milhões por dia para não ficar (ainda) mais rico

Jeff Bezos, fundador da Amazon
Jeff Bezos, fundador da Amazon

O fundador da Amazon é o homem mais rico do mundo. Tem 100 vezes mais dinheiro do que Donald Trump. O mesmo não acontece com os trabalhadores.

Jeff Bezos é o homem mais rico do mundo, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index, com uma fortuna avaliada em 149 mil milhões de dólares (aproximadamente 127 mil milhões de euros). O fundador da Amazon destronou Bill Gates roubando-lhe o lugar de homem mais rico do mundo. A fortuna do fundador da Microsoft está avaliada em 96 mil milhões de dólares (82 mil milhões de euros) o que o empurrou para o segundo lugar do ranking.

Só no último ano, Bezos acumulou 50 mil milhões de dólares (42 mil milhões de euros). Por dia, o multimilionário teria de gastar à volta de 28 milhões de dólares (23 milhões de euros) de forma a evitar acumular mais riqueza e estagnar os seus rendimentos, de acordo com o The Atlantic.

Do lado oposto, estão os trabalhadores da Amazon. Metade destes colaboradores ganha, em média, menos de 28,446 dólares por ano (24 mil euros). As críticas às condições laborais na empresa de comércio online não são novas. Intervalos curtos para ir à casa de banho, ter de embalar os produtos a grande velocidade, e ter caminhar vários quilómetros por turno são alguns dos aspetos denunciados.

Leia também: 150 mil milhões: este é o homem mais rico da história moderna

A publicação refere ainda que os salários na Amazon são cinco dólares (quatro euros) abaixo da média nacional e que os horários também são motivo de discórdia entre os funcionários. Para além destas questões, os contratos da gigante das vendas na Internet estipulam que os empregados não podem trabalhar para nenhuma empresa concorrente nos 18 meses seguintes após cessarem funções na companhia de Bezos, o que inclui uma larga fatia dos serviços de retalho, correios, armazéns ou outras empresas de logística.

Em julho, vários trabalhadores da Amazon na Alemanha, Espanha e Polónia fizeram um dia de greve de forma a reivindicar melhores condições laborais. “A mensagem é clara. Enquanto a gigante do comércio online fica mais rica, está a poupar dinheiro na saúde dos seus trabalhadores”. denunciou o representante do sindicato de trabalhadores alemães Verdi, Stefanie Nutzenberger, citado pela Reuters.

 

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