aviação

“Razões meteorológicas” na origem do cancelamento da rota Madeira-Porto Santo

Binter

Responsáveis da Binter justificaram os cancelamentos entre a Madeira e Porto Santo com "razões meteorológicas e de segurança".

Responsáveis da transportadora espanhola Binter, responsável pela linha aérea entre a Madeira e Porto Santo, justificaram hoje os cancelamentos entre estas duas ilhas com “razões meteorológicas e de segurança”, informou à Lusa fonte da Secretaria de Estado das Infraestruturas.

“O secretário de Estado das Infraestruturas esteve hoje reunido com representantes da empresa, os quais apresentaram razões meteorológicas e de segurança para o cancelamento dos voos”, disse fonte do gabinete de Guilherme d’Oliveira Martins.

O Governo da República assegura ainda que “existe um contrato válido entre o Estado e a empresa.”. Na resposta escrita, pode ler-se que “o Governo expressou preocupação pelas contrariedades que a situação está a causar”, tendo os responsáveis da empresa afirmado que a Binter “retomará as ligações de forma regular mal tal seja possível”. A entidade reguladora, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) “está a acompanhar a situação”.

Na passada sexta-feira, o presidente e o vice-presidente do executivo madeirense, além de várias forças políticas regionais, criticaram publicamente o cancelamento de mais de 12 voos da Binter entre as ilhas da Madeira e Porto Santo, rejeitando o argumento das más condições meteorológicas para esta decisão. Doze cancelamentos ocorreram na passada semana, entre terça-feira e sexta-feira.

Nesse último dia, o presidente do Governo da Madeira (PSD) considerou a situação do cancelamento de voos da Binter desastrosa, criticando o executivo da República (PS). “A situação é desastrosa, porque penso que mais uma vez o Governo da República foi negligente, visto que abriu concurso muito tarde”, disse Miguel Albuquerque, referindo-se à concessão da linha aérea.

O governante social-democrata madeirense referiu que o ajuste direto feito à transportadora espanhola para esta linha “acabou na quarta-feira” da semana passada. “Penso que a companhia sem um contrato na mão estava relutante em voar neste momento”, argumentou.

Também destacou que houve alguns dias em que apenas a Binter cancelou os seus voos para entre as ilhas, porque o movimento no Aeroporto da Madeira – Cristiano Ronaldo decorreu com normalidade, tendo a transportadora realizado, inclusive, a ligação Madeira/Gran Canária/Madeira.

No sábado, o Governo nacional anunciou que estava a averiguar” esta situação. “Face a alguns cancelamentos de voos registados nos últimos dias, o Governo inquiriu a mencionada empresa, tendo sido informado de que os cancelamentos se deveram a razões de ordem meteorológica”, referiu o gabinete do secretário de Estado das Infraestruturas em comunicado.

Segundo a tutela, “o Governo não deixará de assacar responsabilidades se as averiguações em curso apontarem para o incumprimento do contrato em vigor”. Por essa razão, o executivo “informou a empresa concessionária da necessidade imperiosa de garantir a prestação de serviço contratada”.

A transportadora aérea Binter, com sede nas Canárias, é responsável pelas ligações entre a Madeira (desde o Funchal) e o Porto Santo desde junho deste ano, na sequência de um contrato de concessão estabelecido com o Governo da República.

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