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Blue Bio Value: Startups espanhola, britânica e brasileira são as vencedoras

(EPA/NIC BOTHMA)
(EPA/NIC BOTHMA)

Empresas vencedoras recebem um total de 45 mil euros, para que possam desenvolver os seus projetos.

A espanhola Ficosterra, a britânica Ufraction8 e a brasileira Biosolvit são as três startups vencedoras da segunda edição do Blue Bio Value, programa de aceleração ligado à bioeconomia azul, que promove o desenvolvimento de competências de gestão de negócios.

Com uma duração de cinco semanas, o programa, desenvolvido pela Fundação Oceano Azul e pela Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a Fábrica de Startups, a Bluebio Alliance e a Faber Venture, atribui às empresas vencedoras um total de 45 mil euros, para que possam desenvolver os seus projetos.

A Ficosterra leva a biotecnologia para a agricultura, produzindo biofertilizantes e bioestimulantes através de algas e micro-organismos complexos, com o objetivo de regenerar o solo, estimular culturas, melhorar a produtividade e aumentar a resistência das plantas ao stress ambiental. A Ufraction8 centra-se na sustentabilidade de processos através de uma tecnologia de bioprocessamento escalável, com elevada eficiência, redução de consumo energético, focada em soluções sustentáveis e inovadoras para indústrias de processamento de vários biorrecursos, como algas. E a Biosolvit desenvolve produtos sustentáveis destinados à absorção de qualquer derivado de petróleo em terra ou no mar. Orgânicos ou sintéticos os seus produtos também permitem o reaproveitamento do material absorvido.

“Estas empresas são a prova viva de que a bioeconomia azul vem impulsionar o crescimento sustentável em vários países, indústrias e cadeiras de valor”, salientou Guilherme d’Oliveira Martins, administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian. “O oceano tem um papel fundamental no combate aos grandes desafios societais da atualidade, tais como as alterações climáticas ou a escassez de bens alimentares, e estamos muito comprometidos em reforçar o crescimento destas startups de impacto”.

“Esta economia necessita de um estímulo forte, e o crescimento do setor da biotecnologia é a avenida mais auspiciosa para gerar esse estímulo”, referiu José Soares dos Santos, fundador e presidente da Fundação Oceano Azul.

Nesta segunda edição, o programa recebeu mais de 110 candidaturas, das quais foram selecionadas 15 startups provenientes de nove países (Portugal, Espanha, Dinamarca, Suíça, Itália, Canadá, Brasil, Reino Unido e Índia), sendo Portugal o mais representado com cinco startups.

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