Prémio Inovação NOS

Blueclinical – Do laboratório para o mundo real

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Blueclinical – Do laboratório para o mundo real

Blueclinical, finalista do Prémio NOS Inovação, tem como objetivo que a investigação na área da medicina se mantenha em Portugal

O ensaio clínico do primeiro medicamento oncológico desenvolvido em Portugal pela Luzitin teve como principal parceiro a Blueclinical, uma empresa de medicina translacional (a investigação científica que agiliza a tradução das descobertas cientificas em práticas para melhorar a saúde) dedicada ao desenvolvimento de medicamentos e dispositivos médicos, uma das PME finalistas do Prémio NOS Inovação.

Luís Almeida, managing partner, da Blueclinical, apresenta a empresa como promotora do desenvolvimento farmacêutico, pré-clínico e clínico de novos medicamentos.

A empresa, criada em 2012, tem três áreas de negócio distintas e “o objetivo é crescer em todas elas, permitindo que a investigação se mantenha em Portugal, e que passe do laboratório para o mundo real”.

A unidade de R&D (pesquisa e desenvolvimento) tem por missão apoiar startups e instituições de investigação, “que estão na fase pré-clínica da investigação a chegar à fase clínica, ao ensaio com pacientes”. A empresa apoia os investigadores “na definição do perfil alvo do produto e no desenvolvimento do plano pré-clínico e regulamentar. Além disso, está capacitada para a realização do serviço completo, desde o desenvolvimento do protocolo de ensaio clínico até ao relatório final a entregar às entidades competentes”.

O reconhecimento das competências desta PME na área da saúde, permitiu-lhe um financiamento europeu, no programa 2020, de cinco milhões de euros. Mas, “além dessa verba, importante é sermos parte integrante de um consórcio internacional, no qual estão envolvidas universidades austríacas, espanholas, alemãs e portuguesas, num ensaio pré-clínico de um novo medicamento para a artrite reumatoide. E temos um papel importante nesse consórcio”.

Parceiros

Outra área de negócio é a Blueclinical CRP (Clinical Research Partnership), que “responde à vontade, capacidade e excelência de profissionais e infraestruturas em hospitais e centros de saúde para desenvolverem a sua própria investigação clínica”, diz Luís Almeida.

“Em Portugal não há tradição de realizar este tipo de investigação, por isso era fundamental criar uma rede, para que o nosso país possa competir no mundo inteiro”, sublinha, acrescentando que instituições de saúde de todo o País juntaram-se a esta rede.

Atualmente, nesta rede de hospitais, unidade locais de saúde estão integrados 960 investigadores, sendo que 850 são médicos e os restantes profissionais de saúde. Estão 310 centros ativos, “a conduzir ensaios clínicos apoiados pela Blueclinical, em todos os aspetos logísticos”.

Desta forma, garante Luís Almeida, “temos massa crítica para atrair promotores internacionais e trazer para Portugal ensaios clínicos. Além disso, é um modelo de partilha de risco, ou seja os resultados são distribuídos e nós só somos ressarcidos se o produto gerar receita”. Isto é, “não temos em vista o lucro, mas sim a sustentabilidade do conceito para beneficiar no futuro”.

Ensaios clínicos

A terceira área de negócio a Blueclinical Phase I, realiza ensaios clínicos de farmacologia humana em indivíduos saudáveis e em doentes.

“Os ensaios em indivíduos saudáveis são realizados em unidade própria, sita no Hospital da Prelada, Porto, com medicamentos genéricos (biodisponibilidade / bioequivalência) como com medicamentos inovadores”, explica Cristina Lopes, operations director.

No primeiro ano realizaram quatro ensaios clínicos, este ano já vão nos 30, “e esperamos mais, uma vez que as farmacêuticas estão a voltar à Europa para fazer estes ensaios, depois dos muito problemas que surgiram quando optaram por países mais económicos”.

O Hospital da Prelada, foi a escolha para a Blueclinical, “porque desde o início a Santa Casa da Misericórdia do Porto, a quem pertence a unidade, mostrou muito interesse e entusiasmo para participar”.

No próximo ano, esta área de negócio vai ser ampliada, ocupando um piso e meio do hospital, com 80 camas, dos maiores da Europa”.

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