Automóvel

BMW reduz previsão de lucros por causa das emissões e da guerra comercial

(EPA/YONHAP SOUTH KOREA OUT)
(EPA/YONHAP SOUTH KOREA OUT)

China é o maior mercado da BMW e alguns dos modelos saídos da fábrica nos Estados Unidos vão parar a este mercado asiático.

Os investidores não vão poder esperar resultados tão positivos da BMW em 2018. O grupo automóvel alemão emitiu um aviso aos investidores esta terça-feira para menores lucros, receitas e margens do que previsto no início do ano. A entrada em vigor da nova norma de emissões (WLTP) e a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China são dois dos fatores que explicam o aviso da insígnia de Munique.

A norma WLTP, no entender da BMW, conduziu a “distorções significações na oferta em vários mercados europeus”, refere o grupo, citado pelo Financial Times. Desde 1 de setembro que os automóveis na Europa são homologados com uma nova norma de emissões, que confere aos veículos valores de consumos e de emissões poluentes mais realistas.

A guerra comercial entre a China e os Estados Unidos tem forte peso para as contas da marca alemã porque a China é o seu maior mercado e alguns dos modelos saídos da fábrica da BMW nos Estados Unidos vão parar a este mercado asiático.

O impacto do aviso da BMW será sentido a vários níveis: antecipam-se receitas “ligeiramente abaixo” dos níveis de 2017, em vez de um “ligeiro aumento”; a margem operacional deverá ser de “pelo menos 7%”, em vez que situar-se no intervalo entre 8% e 10%; os lucros operacionais deverão diminuir em vez de crescerem na mesma medida em relação a 2017.

Os avisos aos investidores não são uma novidade. Uma das maiores rivais da BMW na Alemanha, a Daimler, reduziu as suas previsões de crescimento no início de junho.

 

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