aviação

Boeing não recebeu encomendas em abril

The engine and body of the Boeing 787 Dreamliner is seen at the Farnborough International Airshow 2010 in Farnborough

Até ao final do ano, a fabricante norte-americana recebeu apenas 87 encomendas.

No mês de abril, a fabricante de aviões Boeing não recebeu nenhuma encomenda. Abril foi o primeiro mês completo após o desastre mortal que envolveu uma aeronave Boeing 737 MAX a 10 de março. Recorde-se que foi o segundo acidente em cinco meses.

Apesar de este modelo ser o campeão de vendas da fabricante norte-americana, desde o acidente, não só não chegaram novas encomendas, como as entregas estão suspensas, segundo a Transportes & Negócios. No primeiro trimestre do ano, a lucros da empresa caíram 21%.

Até abril, a Boeing entregou apenas 171 aviões de todos os modelos, contrastando com os 228 entregues no mesmo período em 2018. Mas não é só a fabricante que sofre com a situação. As companhias aérea que têm este modelo na sua frota também têm os aviões parados. E aquelas que têm encomendas, como a Ryanair, que fez uma encomenda de mais de 130 aparelhos, ainda estão à espera.

Esta é uma situação dramática para a empresa que recebe por norma entre 700 e 800 encomendas por ano, indica o Expansión.

A fabricante admitiu que o cancelamento de entregas do 737 MAX teve um custo de mil milhões de dólares.

Uma investigação do The New York Times expôs falhas na empresa. A publicação revela que na Boeing existe uma cultura empresarial que dá preferência à rapidez, em detrimento à qualidade e que os trabalhadores eram pressionados a trabalhar rapidamente, enquanto a fabricante de aeronaves ignorava as preocupações apresentadas.

Enquanto a Boeing está em crise, a Airbus, principal concorrente, vai ganhando terreno. A fabricante europeia entregou 232 aparelhos até ao final de abril, mais 60 dos entregues no mesmo período em 2018.

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