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Boeing paga 3,8 mil milhões para ficar com aviação comercial da Embraer

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Boeing fica com 80% da empresa que detém a aviação comercial da Embraer. Acordo depende ainda da aprovação de reguladores.

Vai nascer um novo gigante no mundo da aviação. A brasileira Embraer e a norte-americana Boeing estão a preparar-se para criar uma empresa, através de uma joint venture, com os ativos comerciais da Embraer. A Boeing prepara-se para pagar, se o acordo for aprovado, 3,8 mil milhões de dólares (3,25 mil milhões de euros no câmbio atual), para ficar com uma participação maioritária, de 80%, nesta empresa, relata a imprensa internacional.

O jornal Folha de São Paulo esclarece que a nova companhia, que vai concentrar as atividades de aviação comercial da empresa brasileira, será um empresa fechada, com operações e sede no Brasil, mas que será controlada pela empresa americana.

Os detalhes para esta parceria vão ser finalizados ao longo dos próximos meses. Além disso, a conclusão do negócio está dependente de autorizações regulatórias, dos acionistas das empresas e do próprio governo brasileiro. A conclusão do mesmo deverá ser alcançada no próximo ano.

A Reuters sublinha que, receios em relação à influência dos Estados Unidos nos programas militares brasileiros suscitaram alguns receios em Brasília e podem levar a um veto do governo. Contudo, os últimos indícios dados pelo presidente brasileiro e pelos militares indicam que o governo está satisfeito com a nova estrutura, desde que os postos de trabalho no Brasil sejam salvaguardados.

A empresa que vai nascer – e que vai incluir a parte da aviação comercial e de serviços da companhia brasileira – deverão tornar a Boeing na líder de mercado na área de jatos de passageiros. O principal concorrente será o modelo Cseries da canadiana Bombardier.

As duas empresas avançaram esta quinta-feira, de acordo com a mesma fonte, que as operações de aviação comercial da firma brasileira em 4,75 mil milhões de dólares (pouco mais de quatro mil milhões de euros). Já a participação de 80% da norte-americana Boeing nesta joint venture ascende a 3,8 mil milhões de dólares.

O jornal brasileiro indica ainda que as operações de defesa e segurança da Embraer ficam fora deste negócio, continuando assim a ser desenvolvidas pela brasileira.

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