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Bold. Conheça a única empresa 100% nacional no ranking do Financial Times

Bruno Mota, CEO da Bold. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Bruno Mota, CEO da Bold. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

Com 500 trabalhadores e receitas de 15 milhões de euros em 2016, a Bold aposta no caminho da especialização tecnológica

Começou em 2009 com apenas dois sócios. Quase oito anos depois, dá emprego a 500 pessoas e conta com escritórios em Lisboa, Porto, Aveiro e em São Paulo, no Brasil. A Bold é uma empresa tecnológica que presta serviços de consultoria, soluções para dispositivos móveis, marketing digital e soluções integradas para outras empresas. Foi a única empresa 100% portuguesa a integrar o ranking do Financial Times das mil empresas europeias com crescimento mais rápido.

“Desde o início que o nosso principal negócio esteve relacionado com a tecnologia. Inicialmente, ficámos mais conhecidos pela resposta na área da consultoria de tecnologias de informação, mas desde cedo que percebemos que não queríamos ficar só conotados por esses serviços”, recorda Bruno Mota, o presidente executivo da Bold, em entrevista ao Dinheiro VIvo.

Por causa disso, a tecnológica abriu desde 2012 cinco centros de competências, dedicados às áreas da mobilidade, transformação digital, videojogos, storytelling, realidade virtual e aumentada e internet of things e administração de sistemas e infraestruturas. Quatro destes centros ficam em Lisboa; o outro fica em Aveiro. “Queremos ser cada vez mais reconhecidos como empresa de tecnologia e não só de consultoria na área da informática”, justifica o gestor.

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Telecomunicações, banca ou seguradoras são alguns dos setores beneficiados por esta tecnologia portuguesa, que chega a mercados como Bélgica, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos. A empresa conta uma base de mais de 100 clientes ativos.

A Vodafone Portugal é um dos clientes da empresa. Conta a Studo, uma aplicação desenvolvida em parceria com a Bold para a box da televisão e que só permite às crianças verem os programas favoritos depois de fazerem os trabalhos de casa.

Cultura própria

“Hoje é o dia da Adriana”. Esta é a mensagem reproduzida no chão quando se entra na Bold. É um pequeno gesto que mostra a cultura da tecnológica, onde não faltam por exemplo um sala de jogos de consola ou uma mesa de ténis de mesa, como pudemos reparar numa visita às instalações em Lisboa, onde estão mais de 100 pessoas. A equipa de gestão não tem um espaço próprio e está no mesmo local do que os restantes colaboradores.

Além disso, a Bold aposta numa cultura de exigência “e onde se procura a excelência. Cada pessoa sabe que a empresa tem uma preocupação genuína com a carreira e a vontade de acrescentar algo; é preciso que as pessoas sintam que estão a evoluir”, indica Bruno Mota. A idade média dos trabalhadores é de 30 anos, sendo que um quatro destes é do género feminino.

A empresa desenvolve ainda um programa de responsabilidade social, o Blue Angels, um espaço de discussão de temas ambientais e sociais.

Próximos passos

Com receitas de 15 milhões de euros em 2016 – um quarto deles feitos no estrangeiro – a Bold vai manter o caminho de especialização. Para isso, poderá apostar em mais centros de competências “em Portugal ou no estrangeiro”. Fora do país, a região do Benelux ou países como Reino Unido, Suíça e Estados Unidos são locais que poderão receber um dos centros de competências.

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O crescimento orgânico também é outra das apostas, embora a empresa não feche a porte a uma mudança de donos: “A Bold não está à venda mas a porta está sempre aberta. Cabe-nos a nós ver o que podemos fazer para promover o crescimento da empresa. Certamente existirão oportunidades de adquirir ou aglutinar empresas no grupo”.

Sobre a distinção do Financial Times, Bruno Mota diz que “é um motivo de orgulho enorme e o reconhecimento do trabalho desenvolvido por todos na empresa desde sempre. É também um prémio ver que o trabalho começa a ser vislumbrado a nível geral. É algo muito importante para nós”.

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