Bolt arranca com entrega de comida em Portugal

Lisboa é a primeira cidade portuguesa a receber novo serviço da plataforma de transportes, concorrendo com a Uber e a Glovo.

A Bolt arranca nesta quinta-feira com o serviço de entrega de refeições em Portugal. A plataforma de transportes da Estónia vai concorrer com a Uber e a Glovo num segmento de mercado que cresceu nos últimos meses devido à pandemia da covid-19. Lisboa é a primeira cidade portuguesa a receber o serviço Bolt Food, que começou a funcionar na Estónia em 2019.

"O nosso plano era expandir esta opção para outros países e Portugal já estava incluído. Quando veio o primeiro pico da pandemia, não queríamos lançar imediatamente este serviço. Só que tudo acabou por acelerar", reconhece ao Dinheiro Vivo o líder da Bolt em Portugal, David Ferreira da Silva.

Para encomendar refeições, é necessário instalar a aplicação móvel Bolt Food, disponível para os sistemas operativos iOS e Android. Se já for cliente desta plataforma, apenas tem de inserir o número de telemóvel e escolher um meio de pagamento. Se não está registado, terá de inscrever-se, o que implica mais passos.

A aplicação também é essencial para acompanhar todo o processo de entrega, que será exibido para os clientes. O Bolt Food vai começar a funcionar todos os dias pelas 9h da manhã. Os últimos pedidos terão de ser feitos até à 1h da manhã (domingo a quarta); 2h da manhã (quinta); ou 3 h da manhã (sexta e sábado).

Não foi indicado um tempo médio de entrega das refeições, que irá variar conforme o tipo de cozinha e a distância do cliente.

Na primeira fase, há 260 restaurantes disponíveis, dos pequenos-almoços aos jantares, passando por gelados (Olá e Ben & Jerry's), assim como plataformas agregadoras de cozinhas virtuais, como a Kitch. "Não só preocupamo-nos em ter marcas grandes (Vitaminas, Luzzo, Joshua's Shoarma) como marcas de nicho", refere David Ferreira da Silva.

Não será cobrada comissão de entrega na fase de lançamento da Bolt Food. A comissão cobrada aos restaurantes pela plataforma é negociada caso a caso.

Os estafetas associados à Bolt Food terão de utilizar os próprios meios de transporte, como motas elétricas e a gasolina, assim como a bicicleta.

"Este negócio faz todo o sentido por todas as sinergias que obtemos dentro da plataforma tecnológica. O nosso foco é dar um conjunto de serviços o mais completo possível."

Recuperação acelera

Tal como as restantes plataformas de transporte de passageiros, a Bolt assistiu a uma "forte diminuição de passageiros" durante o período do confinamento. Os últimos meses têm sido marcados por uma recuperação "iniciada em maio" e que "acelerou em junho".

Em setembro, "já atingimos níveis superiores aos que tínhamos em fevereiro", refere David Ferreira da Silva, sem adiantar números concretos por questões concorrenciais. Em veículos de cinco lugares, as plataformas de transporte de passageiros só podem contar com dois ocupantes (mais o motorista) em veículos de cinco lugares.

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