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BPI: acionistas aprovam contas e aumento do número de administradores

O presidente executivo do BPI, Pablo Forero. (Foto: António Cotrim/Lusa)
O presidente executivo do BPI, Pablo Forero. (Foto: António Cotrim/Lusa)

Os acionistas do BPI aprovaram hoje as contas de 2017, a aplicação dos resultados em reservas e o alargamento da administração.

Os acionistas do BPI aprovaram hoje em assembleia-geral, no Porto, as contas de 2017, a aplicação dos resultados em reservas e o alargamento da administração do banco para 20 elementos, com a entrada de António José Cabral.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o BPI informa que na reunião magna estiveram presentes ou representados 42 acionistas representativos de 94,63% do capital do banco, tendo o Relatório de Gestão e Contas individuais e consolidadas sido aprovado por unanimidade e a proposta de aplicação dos resultados merecido o apoio de 99,99% dos votos expressos.

Por unanimidade foi também aprovada a proposta do espanhol CaixaBank — que desde início de 2017 controla o BPI, após uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) em que ficou com uma participação de cerca de 85% — de aumento do número de membros do Conselho de Administração de 19 para 20, com eleição de António José Cabral (que foi conselheiro do ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso).

Entre os nove pontos da ordem de trabalhos da assembleia-geral de hoje estava também a eleição dos membros do Conselho Fiscal até final do atual mandato (2017-2019), composto por quatro membros efetivos e dois suplentes, tendo esta proposta sido aprovada por unanimidade.

Na presidência do Conselho Fiscal passa assim a estar o ex-presidente da Autoridade da Concorrência Manuel Sebastião, figurando como vogais Rui Manuel Campos Guimarães (que até agora era presidente deste órgão de fiscalização do banco), Elsa Maria Roncon Santos (que foi diretora-geral do Tesouro e Finanças) e Ricardo Frias Pinheiro (que teve funções de gestão nas consultoras PwC e EY).

Segundo o BPI, os membros eleitos quer para o Conselho de Administração, quer para o Conselho Fiscal, só entrarão em funções após ‘luz verde’ do Banco de Portugal.

Os acionistas do BPI aprovaram ainda, por unanimidade, a cooptação de Maria de Fátima Bertoldi como administradora até final do mandato em curso (2019), na sequência da renúncia de Juan Ramon Fuertes em outubro passado.

Também aprovadas, por 99,27% dos votos expressos, foram a política de remuneração dos membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, um voto de louvor aos órgãos sociais e a aquisição e alienação de ações próprias, enquanto a proposta de aquisição pelo BPI de ações do CaixaBank recebeu 99,24% dos votos.

Depois de em 2017 ter reportado um lucro consolidado de 10,2 milhões de euros, um recuo significativo face aos 313,2 milhões de euros registados em 2016, devido sobretudo aos impactos da redução da operação em Angola, o BPI apresenta hoje à tarde os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2018, numa conferência de imprensa com o presidente do banco, o espanhol Pablo Forero.

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