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BPI. Acionistas dão luz verde para saída de bolsa

O português BPI foi comprado pela CaixaBank. Foto: D.R.
O português BPI foi comprado pela CaixaBank. Foto: D.R.

A assembleia-geral validou também a redução do número de administradores e a nova política de dividendos.

O BPI vai sair da Bolsa de Lisboa. Os acionistas do banco detido pelo CaixaBank aprovaram a perda da qualidade de sociedade aberta. A assembleia-geral validou também a redução do número de administradores e a nova política de dividendos, segundo o comunicado enviado esta sexta-feira à CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

O pedido para perda de qualidade de sociedade aberta foi feito pelo CaixaBank no início de maio, depois de um acordo com a seguradora Allianz para a compra da posição de 8,425%, por 178 milhões de euros. O banco espanhol, como passou a deter mais de 90% do capital do BPI, pôde iniciar o processo para retirar o banco liderado por Pablo Forero.

O CaixaBank passou a controlar 84,52% do BPI em fevereiro de 2017, após a concluir com sucesso uma Oferta Pública de Aquisição sobre o banco, num investimento de 664,5 milhões de euros. Na altura, cada ação do BPI foi comprada por 1,134 euros. Na sequência da conclusão da Oferta, o BPI foi excluído do principal índice de ações português, o PSI-20, a partir de 10 de fevereiro de 2017.

O BPI está cotado na Bolsa de Lisboa desde 1986.

Os 26 acionistas presentes ou representados na assembleia também aprovaram, por 99,99% dos votos, a redução de 20 para 18 o número de membros do conselho de administração para o mandato que termina em 2019.

O banco liderado por Pablo Forero também vai mudar a política de distribuição de dividendos, passando a estar “tendencialmente situado entre 30% e 50% do lucro líquido”.

Desde início de 2017 que o BPI é controlado pelo grupo espanhol CaixaBank, que já tem mais de 94% do capital social, depois de em maio ter adquirido a posição da seguradora Allianz.

No primeiro trimestre deste ano, o BPI teve um lucro de 210 milhões de euros, que compara com um prejuízo de 122 milhões de euros dos primeiros três meses de 2017.

(Notícia atualizada às 10h24 com mais informação)

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