BPI regista imparidade de 20,2 milhões com obrigações PT/Oi

Imparidades com obrigações PT/Oi implica haircut de 85%

O BPI registou nas contas do primeiro semestre uma imparidade de 20,2 milhões de euros relativa às obrigações detidas da operadora brasileira Oi, antes da Portugal Telecom.

"O banco tem em carteira obrigações da Portugal Telecom que, com as movimentações que ocorrera, acabaram por se tornar em exposição à Oi que, como sabem, está a ser reestruturada", explicou Fernando Ulrich, CEO do BPI, esta tarde.

"Entretanto estes títulos tiveram uma descida significativa no mercado, daí termos registado uma imparidade de 20,2 milhões de euros numa posição atual de 23 milhões", detalhou ainda. Ou seja, e segundo os valores fornecidos pelo CEO do BPI, o registo destas imparidades representa um "haircut" de 85% no valor dos mesmos.

O líder do banco manifestou ainda ter esperança em que as negociações que se seguirão relativamente às obrigações PT/Oi acabem por resultar numa perda inferior, lembrando que os títulos detidos pelo BPI vencem em março próximo.

Resultados

O BPI divulgou hoje ter conseguido um lucro liquido de 105,9 milhões nos primeiros seis meses do ano, mais 39,1%, oficializando um crescimento de 8,8% na margem financeira e um crescimento de 2,6% do produto bancário. No primeiro semestre de 2015, o BPI tinha obtido 76,2 milhões de lucro.

Olhando apenas para a operação doméstica, o BPI conseguiu aumentar os ganhos em Portugal de 6,6 milhões para 24,5 milhões de euros no período entre janeiro e junho.

O BPI conseguiu ainda no primeiro semestre reduzir o rácio de crédito em risco de 4,9% para 4,7%. Em termos de custos com pessoal, o banco liderado por Fernando Ulrich suportou mais 1,5% de custos, para 192 milhões de euros.

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