BPI vai convocar assembleia-geral para aprovar venda de 2% do BFA à Unitel

Administração do BPI aprovou cooptação de administradores para substituir António Domingues, que tomou posse na CGD no final de agosto

O conselho de administração do BPI aprovou esta tarde avançar com o pedido para convocar uma assembleia-geral de acionistas para votar a venda de 2% do capital social do BFA à Unitel, operação que implica a perda da maioria neste banco - grande responsável pelos lucros do BPI nos últimos exercícios.

Em comunicado agora publicado na Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), a administração do BPI informa que solicitou ao presidente da Mesa da AG a "convocação da Assembleia Geral de Acionistas" para deliberar sobre "a venda de 2% do capital social do BFA à Unitel ,SA, nos termos descritos no comunicado divulgado pelo Banco no passado dia 7 de Outubro".

Naquele dia, o banco liderado por Fernando Ulrich informou o mercado que chegou a acordo para a venda de 2% do capital do Banco Fomento Angola à operadora Unitel, detida por Isabel dos Santos. Com a aprovação da venda, o BPI passará a deter apenas 48,1% do BFA.

A venda foi fechada por 28 milhões de euros e permitiu o desbloqueio do impasse em que o banco tinha caído com o braço-de-ferro entre os seus dois maiores acionistas - CaixaBank e Santoro, também de Isabel dos Santos. Na sequência deste acordo, também a desblindagem dos estatutos do BPI acabou por ser aprovada, levando à demissão do administrador do grupo Violas Ferreira, dono de 2,5% do banco.

Além da votação desta venda, muito criticada por um dos acionistas com posição relevante no BPI, o grupo Violas, a AG vai ainda deliberar sobre "um conjunto de ajustamentos estatutários respeitantes à designação e âmbito de actuação das comissões do Conselho de Administração".

A reunião magna de acionistas, que ainda será agendada, vai servir igualmente para pedir a aprovação aos detentores do capital do banco à alteração dos seus administradores.

O BPI aponta ainda que o seu CA tomou conhecimento da renúncia apresentada por Isidro Fainé e Marcelino Vidal, tendo aprovado a entrada de Gonzalo Gortázar (CaixaBank) e de Pablo Calderón "para preencherem as duas vagas que se encontram abertas no Conselho há mais tempo", estas provocadas pela saída de António Domingues e de Edgar Alves Ferreira.

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